Nova tentativa de entrega da base de Alcântara

Alcântara é um município da Região Metropolitana de São Luis – MA. Lá existe o CLA – Centro de Lançamento de Alcântara, cuja grande vantagem é a considerável economia de combustível – cerca de 30% – no lançamento de foguetes espaciais.

A essa excepcional vantagem, somam mais duas: 1. O CLA pode ser usado durante o ano todo, por conta das boas condições climáticas, e 2. Tem o oceano a sua frente, o que reduz a possibilidade de acidentes atingirem locais habitados. Cada lançamento em base do tipo de Alcântara dá um rendimento em torno de 15 a 30 milhões de dólares.

O submisso governo FHC (1995-2003) esteve perto de entregar Alcântara para os EUA, mediante um acordo totalmente lesivo a nosso país, felizmente rejeitado, à época, pela Câmara dos Deputados.

O programa espacial brasileiro foi vítima de um terrível golpe, muito possivelmente um atentado, às 13h 26min 05s (horário de Brasília) do dia 22 de agosto de 2003, três dias antes da data prevista para a inauguração de nosso Veículo Lançador de Satélites. A investigação foi rapidamente abafada, mas setores técnicos abalizados acreditam que a ativação antecipada do VLS 1 ocorreu por meio de onda de rádio, exatamente no momento em que 21 dos maiores especialistas brasileiros estavam realizando o check list para o lançamento. Todos morreram instantaneamente. Na hora do acidente, ocorria uma reunião entre Brasil e Ucrânia, em Brasília, com o intuito de selar um acordo de cooperação na área espacial.

Acaba de ser divulgado pelo Ministro das Relações Exteriores, cuja submissão aos interesses capitalistas norte-americanos é notória, que negociações secretas estão em curso, com vistas a uma nova tentativa de entrega da base de Alcântara aos EUA.

Recentemente, a partir da tomada da Ucrânia por setores vinculados aos interesses norte-americanos, o Wikileaks revelou a correspondência secreta do governo americano com o ucraniano. Nela, os ianques dão explicitamente a ordem para o fim do acordo espacial com o Brasil. O acordo foi oficialmente ocorrido em 2015.

Por João Augusto de Lima Rocha, Professor Titular aposentado da UFBA

 

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