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No dia 04 de abril, docentes aprovaram em Assembleia Geral Apub, por unanimidade, adesão à convocação de Greve Geral para o dia 28 de abril, com duração de 24 horas. Após os informes, os presentes deram início ao ponto de pauta analisando a conjuntura, que aponta o avanço do conservadorismo e da agenda neoliberal em toda América Latina. No Brasil, as propostas de reformas da previdência e trabalhista retira direitos da maioria da população e vem provocando uma grande reação, que pôde ser medida pelas manifestações massivas nos dias 08, 15 e 31 de março em todo país.

Apesar das avaliações positivas em relação às mobilizações passadas, o PL da terceirização foi aprovado em meio aos protestos. A presidente da Apub, Luciene Fernandes tem participado das plenárias da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da Frente Brasil Popular, e lembrou que a aprovação do projeto provocou uma reflexão entre as entidades sobre a estratégia adotada para que a pressão social de fato incida nas decisões políticas do governo. Nesse mesmo sentido, as falas reafirmaram o desafio e a necessidade das centrais sindicais, os movimentos sociais e todo conjunto da classe trabalhadora se reposicionarem e garantir ações unitárias para barrar os retrocessos e avançar na restauração da democracia e garantia dos direitos.

A participação da comunidade UFBA e de suas entidades representativas nas atividades também foi debatida. Em geral, avaliou-se que ainda é muito incipiente e é preciso insistir, buscando novas formas, na adesão dos docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos; também foi ressaltada a importância de mobilizar a população fora da universidade. Foi sugerido que a Apub esteja presente nas atividades e plenárias das centrais e movimentos, ao que somou-se a colocação de que a representação deve ser feita não só pela diretoria do Sindicato, e sim pelos demais docentes para garantir a maior articulação possível e a divisão das tarefas. As assembleias anteriores já tinha aprovado a participação na agenda das Frentes e Centrais assim como as ações na UFBA, porém poucos assumiram estas tarefas. Inclusive, a Greve Geral coincidirá com o recesso na Universidade, o que é uma adversidade para a mobilização, e por isso é preciso que os professores e professoras se comprometam ainda mais.

Foram aprovadas os seguintes encaminhamentos: panfletagens em pontos da cidade, produção e distribuição de adesivos e cartazes contra as reformas e atualização da página do Sindicato com chamadas para a Greve Geral; manter articulação com DCE e ASSUFBA, criação de comissão provisória para cumprir com a agenda até o dia 28 e a participação de docentes representando a Apub nas plenárias; ainda, os presentes comprometeram-se em provocar a realização de debates políticos sobre as reformas, em suas respectivas unidades, no retorno às aulas, quando acontece a recepção dos novos estudantes.