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Em um momento em que direitos sociais são ameaçados ou extintos no Brasil, o PROIFES-Federação, em parceria com a APUFSC-Sindical, realiza em Florianópolis (SC) a terceira edição de seu Encontro Nacional sobre Assuntos de Aposentadoria. Na abertura, realizada na noite desta quinta-feira, 21, a garantia de direitos dos servidores e servidoras federais, em especial em relação à aposentadoria dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), foi a tônica das falas, na mesa formada pela reitora em exercício da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Alacoque Lorenzini, o presidente do PROIFES-Federação, Eduardo Rolim (ADUFRGS-Sindical), o presidente da APUFSC-Sindical, Wilson Erbs, e o diretor de assuntos de aposentadoria do PROIFES, Nilton Brandão (Sindiedutec-PR).

Brandão abriu as falas destacando a necessidade de debater aposentadoria com os docentes desde o momento em que estes entram na carreira. “É preciso saber como construir uma aposentadoria, um direito que não está garantido, com qualidade de vida, e contar com a presença dos professoras e professoras aposentados na universidade e na vida sindical. Hoje a maioria dos sindicatos têm filiados aposentados em igual número dos ativos, por isso o PROIFES já trabalha com este tema já há bastante tempo, tendo criado um Grupo de Trabalho específico na construção de novas alternativas para dar voz e vez aos aposentados e aposentadas”, frisou Brandão.

Na sequência, o presidente da APUFSC-Sindical, Wilson Erbs lembrou que a UFSC também trabalha a temática há mais de três décadas, com a criação do Núcleo de Estudos da Terceira Idade. A reitora em exercício da UFSC, Alacoque Lorenzini, por sua vez, enfatizou a importância do Encontro em um momento em que se discute algo tão importante na vida dos professores e professoras, em um tema que envolve questões legais e políticas complexas. “É importante reconhecer a participação dos aposentados e o amparo que eles encontram nos sindicatos e organizações, espaços onde é possível debater e construir nova perspectivas de amparo”.

A reitora também ressaltou o desafio aos gestores de universidades como a UFSC, que receberam em anos recentes “uma leva significativa de novos profissionais, por isso é essencial discutir o futuro destes trabalhadores”, e também continuar a promoção, para os já aposentados, de cursos e capacitações “para que as pessoas continuem desenvolvendo novas habilidades, para manter seus potenciais de estarem sempre aprendendo.”

Encerrando as falas da mesa de abertura, Eduardo Rolim enfatizou que o PROIFES “é seguramente uma das entidades que mais tem estudado o tema das mudanças da previdência nos últimos tempos, entre as autarquias e organizações de servidores federais”. Para o presidente do PROIFES, a previdência pública está sofrendo ataques cada vez maiores desde 2016, “e o objetivo é a destruição de todas as esferas do ambiente público, é transferir todas as conquistas que tivemos no país como sociedade da Constituição de 1988, na busca de acabar com todo o arcabouço legal e jurídico que tínhamos. Não querem reformar a previdência porque ela está falida, querem porque querem abocanhar o dinheiro em instituições privadas”, enfatizou Rolim.

Após as falas, Patrícia Plentz, diretora da APUFSC-Sindical, realizou uma homenagem ao professor Nilton Muniz, por sua contribuição aos estudos da genética no Brasil, e por sua extensa e importante atuação sindical, sendo um dos fundadores do PROIFES-Federação. A abertura contou ainda com apresentação cultural do grupos Vozes da Ilha e Açorianos, seguida de um coquetel de encerramento.

As atividades se reiniciam nesta sexta-feira, 22, ao longo do dia, com palestras, debates e oficinas.

Fonte: PROIFES-Federação