Spread the love

A CNTE promoveu, hoje a tarde (16), a Conferência Livre da CONAPE. Diversos representantes de entidades e frentes ligadas à educação, professores/as e estudantes compareceram ao debate que teve como mediador o presidente da entidade, Heleno Araújo. Entre os convidados, o professor e membro do Conselho de Educação, Luiz Dourado e a senadora Fátima Bezerra.

Dourado ressaltou em sua fala o quanto a participação é um elemento essencial para a formulação de políticas educacionais democráticas, que incluam a diversidade de etnias, gêneros, e sexualidades, além de destacar o quanto são  necessárias iniciativas como o Fórum Popular de Educação –  sobretudo após a dissolução do Fórum Nacional de Educação pelo governo vigente. O FNPE tem a missão de garantir um espaço efetivamente democrático para ampla discussão das necessidades e desafios na busca do desenvolvimento da educação nacional. Em sentindo mais amplo, o Fórum compõe a luta contra o  desmonte do estado de direito.

“Participação social é romper o medo e encorajar a luta. Lutar pela educação é também lutar pela saúde, pela segurança, pela cultura… por todas as políticas públicas”, afirmou.

Já a senadora Fátima Bezerra fez uma análise da situação das políticas educacionais antes e depois do golpe, criticando medidas como a reforma do ensino médio e a Emenda Constitucional 95, que congela os investimento em educação pelos próximos 20 anos. Ela apontou ainda o suicídio do reitor da Universidade de Santa Catarina e a tentativa de censura da disciplina sobre o golpe de 2016 como consequências extremas da série de regressos na área de educação.

“Essa emenda é uma das facetas mais cruéis e prejudiciais da agenda do golpe. Serão duas décadas sem qualquer investimento na área de educação”, frisou. 

Representantes de entidades expressaram seus posicionamentos a respeito do tema. Entre outros assuntos, lamentaram a execução da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e apontaram o fato como mais um marco do projeto de extermínio de líderes subversivos, que já vitimou, neste ano, militantes de movimentos e comunidades indígenas e quilombolas.

Ainda na Conferência, os presentes aprovaram duas notas de repúdio em nome do Fórum Popular de Educação contra a execução de Marielle e contra a violência que os servidores públicos de São Paulo sofreram durante protesto no início da semana.

DSC_0100950