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Ontem (26), foi realizado o primeiro debate da campanha de consulta para escolha de reitor e vice-reitor da UFBA, no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA. Este ano, pela primeira vez na história da Universidade, apenas uma chapa é candidata à reitoria, a “Somos UFBA”, com João Carlos Salles (reitor) e Paulo César Miguez (vice-reitor), candidatos à reeleição.

A Comissão Eleitoral, composta por representantes das entidades Apub, Assufba e DCE, fez a abertura da atividade. O vice-presidente da Apub, Ricardo Carvalho ressaltou a importância do debate e da participação da comunidade na consulta, mesmo com chapa única, para a reafirmação da democracia como instrumento para propor as soluções diante das contradições que a sociedade brasileira enfrenta, e também a universidade.

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Em seguida, o professor e vice-reitor Paulo César Miguez iniciou a exposição falando sobre a grande responsabilidade de ser única chapa para consulta e ainda mais, candidata à reeleição para os próximos quatro anos que apontam serem ainda mais difíceis. Enfatizou que esta candidatura sinaliza uma unidade, mantendo a diversidade de opiniões, para a defesa da Universidade pública, gratuita, de qualidade e inclusiva.

Nesse mesmo sentido, o reitor João Carlos afirmou que a proposta da chapa é resultado de uma cumplicidade entre pessoas que defendem a UFBA, e diante da gravidade do momento perceberam a necessidade de resistir e assumir conjuntamente a tarefa, cada vez mais urgente, de manter a excelência e o compromisso social. “O cenário de restrição financeira não fez com que nossos índices caíssem. Ao contrário, a UFBA expandiu o número de estudantes da graduação, aumentou o número de cursos de pós-graduação, aumentou a nota no conceito dos cursos de graduação e pós-graduação, conseguimos manter o volume de assistência e bolsas”, afirmou.

Esta não é a realidade de todas as Universidades e sobre isto, enfatizou a progressiva restrição da autonomia, aumento das asfixias orçamentárias e ameaças às IFES. Segundo relatou Salles, autoridades do Ministério da Educação começam a defender veemente o congelamento do orçamento de assistência estudantil, e que esta não deverá mais ser de responsabilidade da universidade, já que não é atividade fim. “Nós defendemos que só é possível fazer ensino, pesquisa e extensão de qualidade com uma política cada vez mais aprofundada de assistência estudantil e garantia de permanência, porque a mera expansão – importantíssima pelo débito histórico da nossa sociedade com o acesso ao ensino superior – deve ser acompanhada da tarefa cotidiana da verdadeira inclusão”, conclui o reitor.

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O professor destacou ainda algumas ações realizadas na gestão, como a criação e implantação da Ouvidoria da UFBA, o Plano de Desenvolvimento Institucional como instrumento orientador da gestão, e os dois Congressos da UFBA. Além disso, lembrou do Fórum Social Mundial, sediado pela Universidade diante da abertura da instituição aos movimentos sociais e ao protagonismo que a UFBA assumiu no enfrentamento ao golpe e de perda de direitos.

Após as falas dos candidatos, os presentes puderam contribuir com perguntas e posicionamentos acerca de temas como ações afirmativas, terceirização, assédio moral, fechamento de campi, autonomia universitária, entre outros.

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Os próximos debates agendados serão no dia 03 de maio, no campus Anísio Teixeira da UFBA, em Vitória da Conquista, e no dia 18, às 8h30, no salão nobre na Reitoria, no Canela.