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Na manhã de hoje (05), a presidenta da Apub, Luciene Fernandes participou da atividade “Diálogos Eleições”, promovido pelo Grupo de Pesquisa em Democracia, Participação e Movimentos Sociais, juntamente com o Colegiado de Ciências Sociais da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), campus dos Malês, em São Francisco do Conde. Também participaram da mesa, com o tema “O que esperar do próximo governo?”, Dennise Ramos (DCE/UNILAB), professor Rafael Damasceno (Cebes), Lucimara da Silva (Assufba) e o deputado estadual, Rosemberg Pinto.

Em sua exposição, Luciene enfatizou os avanços e conquistas sociais como fruto da resistência e luta das trabalhadoras e trabalhadores, e que os governos populares puderam formalizar em parte algumas reivindicações históricas. Dessa forma, introduziu sua fala a respeito dos desafios que os movimentos sociais e sindicais terão, que extrapolam a tarefa de eleger candidaturas progressistas, mas sim, manter-se em constante mobilização e enfrentamento contra a restauração do neoliberalismo. Também abordou a questão do racismo em todas as suas expressões, trazendo como exemplo a sub-representação de negras/os no corpo docente das universidades federais. “O racismo institucional impede, inclusive, que conquistas como as cotas para servidores públicos, sejam postas em prática”, apontou. Com isso, frisou a importância dos/as docentes, como pesquisadores/as e também sujeitos políticos, verem-se como parte do problema social a fim de contribuir para o avanço de um projeto de universidade e de sociedade anti-imperialista, anticolonialista, inclusiva e diversa. “A gente precisa pensar na questão de gênero e racial como estruturantes da divisão de classes no Brasil. Sem isso, não conseguiremos consolidar a Democracia nem superar o obscurantismo”, afirmou, ressaltando a importância do projeto UNILAB.

O professor Rafael Damasceno (Enfermagem/UFBA) falou, representando o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), sobre os impactos da Emenda Constitucional 95 na saúde pública e portanto, na qualidade de vida da população. Ele explicou que o projeto imposto pelo golpe pretende desmontar o Sistema Único de Saúde, assim como os demais serviços públicos. Ele trouxe os principais pautas que o Cebes defende, como o direito universal à saúde, e retomou a importância da disputa eleitoral nesse momento, em que deve-se levar em conta quem se aproxima mais das pautas e demandas populares.

A atividade contou ainda com uma segunda mesa de debate sobre representação política negra, com participações de Ângela Guimarães (Unegro), Bira Côroa (Dep. Estadual), Luiz Alberto, militante do movimento negro e do PT; Olívia Santana, candidata a deputada estadual e Silvio Humberto (vereador).