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Na noite de ontem (16), ocorreu a cerimônia de abertura do Congresso da UFBA 2018, que lotou a sala principal do Teatro Castro Alves. O Congresso, que esse ano tem como tema “E agora Brasil? – A universidade e os desafios desses novos tempos”, acontece até 18 de outubro e tem uma extensa programação com apresentações de trabalhos, mesas de debate e lançamento de livros.

Na abertura, um minuto de silêncio foi feito em respeito à memória de Mestre Moa, assassinado por um eleitor declarado do candidato à presidência Jair Bolsonaro. Após apresentação da Orquestra Sinfônica da UFBA, sob a regência do professor José Maurício Brandão, foi composta uma mesa na qual a Apub foi representada pela presidenta Luciene Fernandes. Ela destacou que iria aproveitar seu espaço de fala para a leitura do Manifesto que a categoria docente aprovou em Assembleia Geral no dia 15 de outubro, destacando o posicionamento contra o fascismo e a defesa da democracia e da universidade pública. (Leia aqui). Essas questões também foram abordadas pelo reitor da UFBA João Salles; ele citou e repudiou as pichações em banheiros de caráter fascista e preconceituoso que foram encontradas na Escola de Administração: “isso nos envergonha profundamente. Essas pessoas [que fizeram isso] não estão no nível próprio do que seria uma universidade”, disse. Ainda, afirmou que diante do cenário eleitoral exposto, é necessário tomar posição contra o fascismo: “não podemos afetar indiferença. A indiferença nos tornaria hoje cúmplices da barbárie”.

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Após a mesa, houve uma conferência com professor da UFRJ e doutor honoris causa da UFBA, Muniz Sodré, que partiu do trágico incêndio do Museu Nacional para propor uma reflexão sobre os conceitos de cultura, povo, identidade e o papel das instituições públicas, notadamente da universidade, na produção de conhecimento crítico (Leia aqui mais sobre a conferência)

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