Em defesa da Universidade e contra a Reforma da Previdência, Assembleia docente aprova paralisações

Professores e professoras da base da Apub aprovaram por unanimidade em Assembleia Geral, realizada no dia 07 de maio, a adesão à Greve Geral da Educação, convocada para o dia 15 de maio e à Greve Geral dos/as Trabalhadores, no dia 14 de junho. A Assembleia, marcada inicialmente para o auditório do PAF I (campus de Ondina da UFBA) foi transferida para o pátio do prédio devido ao grande número de participantes – 255 professores/as assinaram a lista de presença; estudantes também estiveram presentes, assim como representações da Assufba Sindicato, DCE/UFBA e do Sinasefe.

A Assembleia ocorreu no dia seguinte à grande mobilização em defesa da UFBA, alvo de um bloqueio de recursos de mais de R$ 55 milhões, segundo a Reitoria (veja aqui o vídeo); essa foi uma das principais questões pautadas, assim como a luta contra a Reforma da Previdência. Durante os informes, o professor Jailson Alves, diretor acadêmico da Apub, falou sobre prevista participação do sindicato nas atividades do #CiênciaOcupaBrasilia, – nos dias 08 e 09 de maio – uma iniciativa da SBPC com o apoio de diversas entidades acadêmicas e científicas que visa mobilizar no Congresso Nacional contra os cortes no setor de ciência e tecnologia. Ainda nos informes, a professora Maria José Malheiros, representante da FMTS (Fédération Modiale des Travaileurs Scientifiques) e da CGT (Confederação Geral do Trabalho) falou sobre a moção de apoio aos pesquisadores e pesquisadoras brasileiros/as aprovada pela Federação em sua última reunião anual, que teve a participação da presidenta da Apub, Raquel Nery.

Professora Maria José Malheiros

Na Assembleia houve ainda um momento para discutir a situação das universidades estaduais baianas, cujos docentes estão em greve e com ameça de corte de salários. A plenária aprovou o apoio e reconheceu a legitimidade da greve dos professores das estaduais, exigindo abertura imediata da mesa de negociação pelo governador Rui Costa.

As falas dos/as presentes apontaram para a necessidade de manter a mobilização permanente em defesa da educação pública e da universidade, bem como, construir atividades que dialoguem com a sociedade, inclusive nas datas de paralisação. “Nossa paralisação do dia 15 tem que ser uma paralisação de ocupação; nós temos que ir para a rua para mostrar o que a universidade faz e para mostrar que hoje a universidade não é somente a casa de uma parcela da elite da sociedade”, afirmou a professora Cláudia Miranda (Faced/UFBA). Outro ponto levantado foi a desconstrução da ideia que existe uma oposição entre o investimento na educação superior e na educação básica. “O Ministro da Educação está dizendo que vai cortar das universidades para dar para educação básica. Isso é mentira. A educação básica também está tendo as verbas cortadas”, disse o professor Luís Eugênio Portela (ISC/UFBA e Conselho de Representantes Apub)

Durante a Assembleia foram recolhidas assinaturas para o abaixo-assinado das Centrais contra a Reforma da Previdência.

Encaminhamentos aprovados:

  • 15 de maio – Adesão à Greve Geral da Educação. Concentração em Belas Artes às 7h30 com confecção de cartazes. Às 9h, participação no ato unificado no Campo Grande. À tarde, realização de feiras/atividades culturais organizadas pelas unidades.
  • 14 de junho – Adesão à Greve Geral dos/as Trabalhadores/as. Acompanhar calendário das Centrais.

  • Realização de Plenárias nas unidades para mobilizar para dia 15 de maio e para dia 14 de junho
  • Criar comissões nas unidades de mobilização para dia 15
  • Realização de Aulas Públicas (Locais sugeridos: Lapa, Praça da Piedade e Cajazeiras)
  • Realização de passagens nas unidades
  • Aprovação de Moção de repúdio contra a inércia na investigação de quem matou Marielle Franco
    Os professores/as da UFBA vêm por meio desta nota repudiar veementemente a morosidade nas investigações e a falta de resolução definitiva do brutal e covarde assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes. É inaceitável que esse crime até o momento não tenha sido devidamente elucidado e seus responsáveis levados aos rigores da justiça de forma pública e transparente.
  • Apoio à posse da reitoria da IFBA
  • Articulação do movimento docente com as mobilizações nacionais
  • Estado permanente de mobilização em defesa da Educação Pública
  • Realização de uma Assembleia Geral dos três setores da UFBA para discutir fortalecimento da Greve Geral do dia 14 de junho
  • Criação de Comissão de inteligência para aprofundar leitura e ação sobre a guerra híbrida
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