Assembleia aprova participação na Greve Geral e ações de mobilização

Na Assembleia Geral realizada ontem (21), na sede da Apub Sindicato, os/as docentes confirmaram a participação da categoria na Greve Geral convocada pelas centrais sindicais para o próximo dia 30 de junho. O momento difícil da conjuntura e a necessidade de se manter nas ruas e em unidade contra as reformas trabalhista e da previdência pautaram as discussões. A plenária deliberou por atividades de mobilização na semana que antecede a Greve, com passagem nas unidades, cartazes, faixas e distribuição de um Manifesto que explicite os impactos das reformas nas condições do trabalho docente. Também foi proposta uma campanha nacional de solidariedade aos professores da UERJ e a realização de um debate sobre a crise na democracia e os riscos para a educação pública.

Informes

A presidenta da Apub Luciene Fernandes deu os informes da diretoria que incluem os resultados da eleição para delegados/as para o XIII Encontro do PROIFES-Federação, as reuniões do GT de Educação e do GT Direitos Humanos da Apub, a participação do PROIFES no evento internacional sobre mulheres em espaços de poder, o Seminário sobre Privatização da Educação e as atividades do #Ocupa Brasília. Sobre estas, as professoras Sandra Marinho (FACED) e Marize Carvalho (FACED) também deram seus informes, ressaltando o grande número de pessoas presentes, o impacto do movimento e também repudiando as ações de violência policial. A professora Celi Taffarel falou sobre sua participação no ato do dia anterior, de “esquenta” para a Greve Geral e afirmou que as centrais estão construindo unidade contra as reformas e pelas eleições diretas.

Conjuntura e Greve Geral

Passado o momento dos informes, a plenária passou a discutir a conjuntura. A professora Meran Vargens (Teatro) falou sobre a situação precária da UERJ e das dificuldades que os/as docentes de lá estão enfrentando, ressaltando que este quadro poderia se ampliar para outras instituições do país. Posteriormente, ela propôs também aproximar docentes e estudantes durante as manifestações. Celi Taffarel refletiu sobre o papel do sindicato diante dos desmontes de direitos; afirmou que era necessário mobilizar toda a base em torno da rejeição às reformas, independentemente do apoio político à diretoria. Graça Druck (FFCH) destacou a gravidade do momento, com a desmoralização das instituições e ausência de alternativas de poder. Ela propôs a realização de um debate sobre a crise da democracia, mas disse também que a Greve era crucial e que o funcionalismo público tem estado excessivamente acomodado. Luciene Fernandes afirmou que o próprio aprofundamento da crise levará a uma maior mobilização; disse que considera que a luta é de longa duração e que as divergências internas devem ficar em segundo plano em nome do fortalecimento da pauta comum.

Encaminhamentos

– Participação na Greve Geral do dia 30 de Junho;

– Elaboração de faixas e cartazes de preparação para a Greve Geral. Se possível, em articulação com o DCE e a Assufba;

– Elaboração de um Manifesto contra as reformas, centrado nos seus impactos para os professores, chamando para a Greve Geral e 2 de Julho;

– Passagem em unidades para distribuição do Manifesto;

– Organização de debate sobe democracia e educação

– Registro de homenagem ao professor e ex-diretor da Apub Carlos Moreira, falecido na semana passada.

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