CD do PROIFES debate estratégias de enfrentamento contra retrocessos e articulação com movimento sociais

O PROIFES-Federação realizou nesta sexta-feira, 26, a primeira reunião de seu novo Conselho Deliberativo (CD) na sede da Federação, em Brasília. Na pauta de discussões informes, assuntos gerais e conjuntura, debate de estratégias de luta para o ano de 2018, a participação no Fórum Social Mundial e avaliação da construção da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE), que será realizada de 26 a 28 de abril na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A representação dos sindicatos federados ao PROIFES na Conferência Regional de Educação Superior para América Latina e Caribe (CRES), encontro que será realizado em junho na cidade de Córdoba, na Argentina, também foi tema de pauta, com o objetivo de garantir maior participação dos diversos atores sociais ao evento.

Na reunião, também foram aprovados um encaminhamento do Grupo de Trabalho (GT) de Educação do PROIFES com sugestões e proposições ao debate na CONAPE, e um manifesto conclamando os docentes de todos os sindicatos federados, e das demais Instituições Federais de Ensino, a se engajarem nas manifestações que acontecerão por todo o país nos próximos meses, contra o desmonte da Previdência e os retrocessos sociais promovidos pelo atual governo.

Para o presidente do PROIFES-Federação, Eduardo Rolim, a reunião foi importante para avaliar as estratégias que precisam ser levadas a cabo no início deste ano contra a reforma da Previdência e o desmonte da Educação. “Aprovamos a participação do PROIFES integralmente na greve geral do dia 19 de fevereiro das centrais sindicais contra a reforma da previdência, e aprovamos também dois documentos bastante relevantes: uma conclamação aos professores a participarem das manifestações, e o segundo, feito pelos colegas do Grupo de Trabalho – Educação, em que fazemos dez propostas de reconstrução da Educação, atualmente em desmonte”, destacou Rolim. Também fará parte das mobilizações a ida ao Congresso Nacional para pressionar parlamentares pela não aprovação do projeto.

Já Nilton Brandão o tesoureiro, e presidente recém-eleito do PROIFES-Federação para o triênio 2018-2020, , considerou que “a reunião do CD se realizou em um momento significativo, em que os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros estão sob ataque sistemático do governo, para retirar os poucos direitos que ainda restam.”

Segundo Brandão, a reunião acontece em um período oportuno para a definição de táticas de enfrentamento, principalmente em relação ao desmonte da Previdência, e também para reforçar, em articulação com os demais movimentos sociais, as lutas em defesa da educação, ciência, tecnologia, e pelo fortalecimento das Instituições Federais de Ensino. “Este movimento em conjunto com as demais entidades, e a construção da greve geral, cumpre o papel de mostrar ao atual governo que o povo não aceitará mais passivamente o desmantelamento do serviço público brasileiro, e a perda de direitos sociais conquistados depois de muito tempo e muitas lutas”, concluiu.

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