MEC pretende expandir a pós entre docentes da educação básica

O Ministério da Educação divulgou que até 2024 pretende chegar à meta de, pelo menos, 50% dos docentes das redes públicas e privadas com títulos de especialização, mestrado ou doutorado, como prevê o Plano Nacional de Educação.

Hoje, três de cada dez docentes das redes pública e privada fizeram especialização, mestrado ou doutorado. A grande maioria desses professores optou pela pós lato sensu, e leciona no ensino fundamental, segundo dados do ano passado coletados pelo Inep (Instituto do Ministério da Educação).

Entretanto, o ensino médio concentra o maior número de docentes com título de doutor (ao todo, são pouco mais de 6.000). O índice de professores com pós vem crescendo nos últimos anos, mas em ritmo lento: em 2008, o percentual era de 25,2%. Em 2011, 27,18%.

A expectativa é que os números acelerem a partir de agora, afirma o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palacios. Para isso, ele aponta dois fatores: a expansão no país de mestrados profissionais, de menor duração (um a dois anos), e parceria com instituições de ensino para que cursos de formação continuada tenham a carga horária aproveitada numa futura pós.

Mas, o secretário pondera ao afirmar que pouco adianta o professor fazer uma pós se o resultado não repercutir em sala de aula –por isso, a intenção de criar uma ponte entre os cursos de formação continuada e a pós-graduação. “Se a maneira como você ensina não for alterado pela sua formação, essa pós foi pouco efetiva”, alega.

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