Por que é importante que os docentes ocupem espaço na sociedade para enfrentar a barbárie?

CombateABarbarie

Nesse momento em que o ensino remoto emergencial tem sido uma alternativa possível durante a pandemia para resguardarmos o maior número de vidas possível enquanto colocamos em prática os processos de ensino-aprendizagem junto com os nossos alunos, precisamos fazer uma profunda reflexão sobre nosso papel diante da conjuntura do nosso país.


Apesar das limitações dessa modalidade de ensino, as salas de aula continuam sendo espaços de diálogo, troca de percepções e debates sobre o cotidiano, amparados sob a inviolável proteção da autonomia didático-científica, da liberdade de pensamento e de cátedra.


E são justamente esses elementos que incomodam os representantes de determinadas parcelas da sociedade.

Mas quem são “eles”?


São uma confluência de setores que misturam interesses pessoais, políticos, econômicos, financeiros, criminosos, corruptos e egoístas com absolutamente nenhum compromisso com o país ou com a população.


Hoje, eles se expressam na vida política por meio do autoritarismo e da violência retórica do governo de Jair Bolsonaro e de políticos oportunistas que o apoiam, e são amplificados por milícias digitais e grupos extremistas que atuam, principalmente, nas redes sociais.

Como enfrentar tudo isso?


A universidade pública é a antítese do pensamento extremista de setores que optam pelo ódio como arma política. E é por isso que eles vêm se empenhando com tanta violência para coagir e silenciar a comunidade acadêmica.


Via de regra, a ciência derruba suas mentiras, teorias, suposições e afirmações descabidas. O projeto político desse setor não resiste à verdade e às comprovações científicas porque se baseiam em uma irrealidade profundamente desumanizada. É por isso que este projeto só existe porque é amparado por uma gigantesca (e altamente financiada) rede de mentiras, construídas e disseminadas o tempo todo.


Por isso, a construção de outras formas de pensamento na sociedade deve ser feita desde já – dentro e fora do espaço universitário.

Você já pensou em como pode ajudar a alcançar a população por meio de informações mais fidedignas, conceitos e abordagens que levem conhecimento com bases científicas às pessoas, especialmente sobre o momento atual?
Já refletiu em como você pode contribuir, dentro da sua área de atuação, para explicar a realidade ao povo e combater as fake news, a anticiência e o extremismo daqueles que tentam destruir a universidade pública e as bases civilizatórias da sociedade?

Docentes e pesquisadores de absolutamente todas as áreas de conhecimento podem contribuir para superarmos esse momento.


Pense em tudo o que você pode fazer para preencher com conhecimento essa lacuna aberta em nossa sociedade, e vamos à ação, porque cada aula que damos é um ato de resistência!

Todo espaço deve ser ocupado


Essa tarefa é necessária para impedirmos a continuidade de um projeto que vem tentando condenar nosso país a um futuro sombrio.


O silêncio, neste momento, apenas contribuiria para a manutenção dos círculos de ódio e violência política, e de ataques às universidades federais.

Além da “sala de aula”, precisamos ocupar o máximo de espaços na sociedade. Lembre-se: mesmo depois de tantas campanhas de difamação, professoras e professores de universidades públicas continuam sendo profundamente respeitados pela imensa maioria da sociedade.


Portanto, publicar textos e artigos, seja em periódicos reconhecidos, jornais, blogs ou nas suas próprias redes sociais; dar entrevistas; participar de atividades online, debates, lives, eventos; gravar vídeos; compartilhar em grupos nas redes ou em aplicativos de mensagens; interagir em páginas; e construir pontes de diálogo com outros setores são algumas das muitas possibilidades de ação.


É hora de reagir. De se engajar também nas ações da APUB, em nossas redes sociais, ajudando a espalhar a nossa mensagem.


Vamos aprofundar esse debate em uma reunião com a categoria para construirmos novas ações estratégicas para fortalecer a nossa luta.


Você faz a diferença. Juntos, podemos fazer ainda mais.

Fonte: APUB

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