Vigilantes realizam Assembleia e definem paralisação de 24h

Na manhã de hoje (22), trabalhadores/as da segurança da UFBA realizaram uma Assembleia, na entrada do campus de Ondina da UFBA para discutir as condições de trabalho e os cortes salariais como efeito da situação orçamentária da Universidade. A Assembleia foi convocada pelo Sindvigilantes – Sindicato dos Vigilantes do Estado da Bahia e contou com a participação da Apub.

O presidente do Sindicato, José Boaventura falou sobre a situação dos vigilantes, que como trabalhadores terceirizados são os primeiros a sofrerem os efeitos dos cortes de verbas e consequente asfixia financeira na Universidade. As/os terceirizadas/os estão ameaçados por suspensão dos salários devido à falta de repasse do pagamento da UFBA às empresas e até de demissões do posto de trabalho por conta da necessidade de reestruturação de contratos. Na ocasião, o Sindvigilantes entregou à Reitoria um documento com propostas para contribuir com a gestão da instituição neste período de crise.

A presidenta do sindicato, Raquel Nery e a diretora Marta Lícia de Jesus prestaram solidariedade aos trabalhadores terceirizados e declararam o apoio às reivindicações da categoria, conforme foi deliberado em Assembleia do dia 07 de agosto. A professora Raquel, na oportunidade de fala, abordou a atual conjuntura de ataques às Universidades públicas e de cortes na Educação como parte da política do atual governo, apontando a movimentação e luta dos diversos setores da sociedade para o enfrentamento ao cenário. Ressaltou ainda que os funcionários terceirizados são também trabalhadores da Educação, compõem com seu trabalho o sistema educativo.

A Professora Marta Lícia, por sua vez, destacou a importância da unidade entre as categorias de trabalhadores/as da Universidade – docentes, técnicos-administrativos, vigilantes, serviços gerais – e estudantes. Além disso, colocou a Apub à disposição para realizar conjuntamente uma campanha de valorização do trabalho e das/os trabalhadores/as terceirizadas/os, que atuam em serviços essenciais para a vida da Universidade e que têm as relações de trabalho mais precarizadas.

Como encaminhamento, os vigilantes aprovaram paralisação dos trabalhos por 24h, durante esta quinta-feira.

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