{"id":21762,"date":"2017-06-01T20:57:11","date_gmt":"2017-06-01T20:57:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apub.org.br\/?p=21762"},"modified":"2017-06-02T16:40:51","modified_gmt":"2017-06-02T16:40:51","slug":"professora-antonia-dinah-pereira-fala-sobre-seu-espetaculo-historia-delas-questoes-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/professora-antonia-dinah-pereira-fala-sobre-seu-espetaculo-historia-delas-questoes-de-genero\/","title":{"rendered":"Professora Ant\u00f4nia (Dinah) Pereira fala sobre seu espet\u00e1culo &#8220;Hist\u00f3ria delas: quest\u00f5es de g\u00eanero?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com dire\u00e7\u00e3o da professora Ant\u00f4nia Pereira (Dinah Pereira), o espet\u00e1culo \u201cHist\u00f3ria Delas: quest\u00f5es de g\u00eanero?\u201d estar\u00e1 em cartaz entre os dias 8 e 17 de junho, no Teatro Movimento da Escola de Dan\u00e7a da UFBA. As sess\u00f5es acontecem de quinta a s\u00e1bado, \u00e0s 19h, com entrada gratuita. A terceira parte de uma trilogia sobre g\u00eanero e identidade, o espet\u00e1culo se baseia na subjetividade e na mem\u00f3ria das atrizes envolvidas em sua produ\u00e7\u00e3o em uma colagem de hist\u00f3rias que demonstram as imbrica\u00e7\u00f5es entre o pessoal e o pol\u00edtico. A professora conversou com a Apub sobre a concep\u00e7\u00e3o e objetivos do espet\u00e1culo. Veja a abaixo:<\/p>\n<p><em>De onde veio da ideia do espet\u00e1culo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Do meu projeto de pesquisa do CNPQ. Eu sou pesquisadora do CNPQ desde de 2007 e fa\u00e7o minhas investiga\u00e7\u00f5es sempre em torno do teatro do oprimido, de opress\u00f5es, de hist\u00f3rias de vida. Mais recentemente eu comecei a me interessar por g\u00eanero, mais para indagar mesmo do que para afirmar. Esse espet\u00e1culo \u00e9 um segundo de uma trilogia. O primeiro foi \u201cX ou Y? Algumas quest\u00f5es sobre g\u00eanero\u201d, que estrou em 2015. Fizemos ainda algumas apresenta\u00e7\u00f5es em 2016 e logo depois eu comecei a trabalhar nessa segunda parte. Eu fa\u00e7o primeiro encontros te\u00f3ricos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Diferen\u00e7as entre o primeiro espet\u00e1culo e este<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O primeiro n\u00e3o era muito ancorado nas nossas hist\u00f3rias de vida. Ele era mais ancorado em mem\u00f3rias, sensa\u00e7\u00f5es&#8230; tinha muita proje\u00e7\u00e3o audiovisual com entrevistas de pessoas trans, homens e mulheres. Esse de agora \u00e9 todo feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira [parte] foi muito po\u00e9tica, tinha muito audiovisual, &#8211; \u00a0m\u00fasica tamb\u00e9m -, mas tinha mais audiovisual porque a gente se utilizava de proje\u00e7\u00f5es e elas interagiam, tinham uma fun\u00e7\u00e3o bem ativa no espet\u00e1culo. Dessa vez, obviamente que tem muito visual tamb\u00e9m &#8211; \u00a0inclusive tem uma met\u00e1fora de uma m\u00e1quina polaroid instant\u00e2nea que a gente tira foto e ela \u201ctoma vida\u201d e come\u00e7a a encena\u00e7\u00e3o. Mas o diferencial dessa pe\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira \u00e9 que ela \u00e9 toda baseada na subjetividade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>De onde v\u00eam as hist\u00f3rias contadas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;S\u00e3o nossas hist\u00f3rias. Ou da gente que est\u00e1 em cena ou de pessoas que estiveram conosco e que por alguma raz\u00e3o n\u00e3o puderam vir at\u00e9 o resultado final. Quem participou do projeto, contou sua hist\u00f3ria e a\u00ed a gente ressignificou e est\u00e1 trazendo esse espet\u00e1culo. Na verdade ele \u00e9 uma esp\u00e9cie de colagem&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pessoal e pol\u00edtico<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu parto do princ\u00edpio, que as feministas tamb\u00e9m partiam, mas tamb\u00e9m o Stuart Hall de que o pessoal \u00e9 pol\u00edtico. [Hall] Traz para a esfera do pol\u00edtico todas as quest\u00f5es que antes eram julgadas como dom\u00e9sticas, da intimidade das mulheres&#8230; \u00a0E que n\u00e3o \u00e9, s\u00e3o quest\u00f5es pol\u00edticas. No nosso espet\u00e1culo a gente vai ver uma menina l\u00e9sbica cujo romance de amor com uma mulher muito mais velha n\u00e3o pode ser desvendado porque o pai \u00e9 homem, o irm\u00e3o \u00e9 homem. Tem tamb\u00e9m a trans que sofre opress\u00e3o do professor na escola. Mas n\u00e3o \u00e9 assim militante de declarar n\u00e3o, o p\u00fablico \u00e9 que vai procurar entender. \u00c9 isso tamb\u00e9m: voc\u00ea trabalhar com essas hist\u00f3rias de vida e essas mem\u00f3rias dentro do g\u00eanero traz necessariamente \u00e0 tona a no\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.apub.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/WhatsApp-Audio-2017-06-01-at-9.36.42-AM.mpeg\" target=\"_blank\">Ou\u00e7a tamb\u00e9m o spot sobre o espet\u00e1culo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com dire\u00e7\u00e3o da professora Ant\u00f4nia Pereira (Dinah Pereira), o espet\u00e1culo \u201cHist\u00f3ria Delas: quest\u00f5es de g\u00eanero?\u201d estar\u00e1 em cartaz entre os dias 8 e 17 de junho, no Teatro Movimento da Escola de Dan\u00e7a da UFBA. As sess\u00f5es acontecem de quinta a s\u00e1bado, \u00e0s 19h, com entrada gratuita. 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