{"id":22112,"date":"2017-07-27T16:30:14","date_gmt":"2017-07-27T16:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apub.org.br\/?p=22112"},"modified":"2017-07-27T16:30:54","modified_gmt":"2017-07-27T16:30:54","slug":"angela-davis-fala-de-resistencia-e-caminhos-para-a-luta-em-evento-na-reitoria-da-ufba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/angela-davis-fala-de-resistencia-e-caminhos-para-a-luta-em-evento-na-reitoria-da-ufba\/","title":{"rendered":"Angela Davis fala de resist\u00eancia e caminhos para a luta em evento na Reitoria da UFBA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O sal\u00e3o nobre da Reitoria ficou pequeno para receber Angela Davis, fil\u00f3sofa, ex-Pantera Negra, militante da luta anti-racista, que foi atentamente ouvida e euforicamente aplaudida por centenas de pessoas, em sua maioria jovens negras. Com o tema \u201cAtravessando o tempo e construindo o futuro da luta contra o racismo\u201d, a confer\u00eancia fez parte do Julho das Pretas, organizado pelo Instituto Odara, Coletivo Angela Davis, N\u00facleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher e rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero \u2013 NEIM \/ UFBA e UFRB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu discurso, Davis falou da centralidade da luta feminista anti-racista descolonizada e descolonizadora para dar fim a um sistema fundado na desigualdade e explora\u00e7\u00e3o. Para ela, quando as mulheres negras, tamb\u00e9m ind\u00edgenas e pobres de todo mundo, se movimentam em luta por transforma\u00e7\u00e3o das suas vidas, necessariamente toda estrutura social se movimenta, porque s\u00e3o essas mulheres que sofrem as m\u00faltiplas opress\u00f5es e est\u00e3o na base de sustenta\u00e7\u00e3o do sistema capitalista, heteropatriarcal e racista, como nomeou. Por isso, a ativista destacou a import\u00e2ncia e o protagonismo do movimento das mulheres negras brasileiras para o rompimento desse sistema de domina\u00e7\u00e3o, trazendo a quest\u00e3o da interseccionalidade entre ra\u00e7a, classe e g\u00eanero. Ela citou algumas lideran\u00e7as, como Luiza Bairros, L\u00e9lia Gonzalez e M\u00e3e Stella de Ox\u00f3ssi, ressaltando que o grande trunfo deste movimento \u00e9 a coletividade em detrimento das pr\u00e1ticas personalistas que elegem indiv\u00edduos ao redor do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto importante de destaque \u00e9 a necessidade de combater o exterm\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o negra e a abolir o sistema prisional, formas expressas do racismo institucional perpetrado pelo Estado. \u00a0Segundo afirmou, o sistema carcer\u00e1rio \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 luta do povo negro por liberdade e devemos, portanto, pensar formas de justi\u00e7as alternativas a este. Angela Davis falou ainda da viol\u00eancia dom\u00e9stica como parte da estrutura violenta alimentada pelo Estado; ainda, sobre o mito da democracia racial, disse que est\u00e1 totalmente exposto e este momento \u00e9 prop\u00edcio para que as pautas do movimento de mulheres negras sejam assimiladas. E deixou um recado sobre isso: \u201cN\u00e3o queremos ser inclusas em uma sociedade racista, mis\u00f3gina e heteropatriarcal. Dizemos n\u00e3o \u00e0 pobreza e n\u00e3o queremos ser contidas dentro de uma estrutura capitalista, que visa o lucro e n\u00e3o o ser humano\u201d, fala que foi muito aplaudida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Angela Davis abordou tantas quest\u00f5es fundamentais para constru\u00e7\u00e3o dos planos de resist\u00eancia e enfrentamento, mostrando mais uma vez, aos 73 anos, porque \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o e refer\u00eancia intelectual e de milit\u00e2ncia para tantas pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sal\u00e3o nobre da Reitoria ficou pequeno para receber Angela Davis, fil\u00f3sofa, ex-Pantera Negra, militante da luta anti-racista, que foi atentamente ouvida e euforicamente aplaudida por centenas de pessoas, em sua maioria jovens negras. 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