{"id":36616,"date":"2022-02-03T11:58:53","date_gmt":"2022-02-03T11:58:53","guid":{"rendered":"http:\/\/apub.org.br\/?p=36616"},"modified":"2022-02-03T11:58:55","modified_gmt":"2022-02-03T11:58:55","slug":"crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios\/","title":{"rendered":"Crescimento da inseguran\u00e7a alimentar atinge tamb\u00e9m universit\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/apub.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios-1024x538.jpg\" alt=\"Crescimento da inseguran\u00e7a alimentar atinge tamb\u00e9m universit\u00e1rios\" class=\"wp-image-36617\" width=\"1079\" height=\"567\" srcset=\"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios-300x158.jpg 300w, https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios-768x403.jpg 768w, https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Crescimento-da-inseguranca-alimentar-atinge-tambem-universitarios.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1079px) 100vw, 1079px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por causa da criminosa gest\u00e3o da <a href=\"http:\/\/apub.org.br\/governo-corta-gastos-com-pandemia-mas-tenta-forcar-retorno-as-atividades-presenciais-na-educacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pandemia<\/a> por parte do governo de Jair Bolsonaro, que n\u00e3o cuidou da <a href=\"http:\/\/apub.org.br\/negacionismo-e-elemento-fundamental-no-projeto-de-bolsonaro-mas-vem-custando-vidas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">vida<\/a> das pessoas nem preservou a economia, e tamb\u00e9m por conta das escolhas econ\u00f4micas fracassadas de sua gest\u00e3o, o Brasil voltou a conviver com a fome em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que 19,3 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o t\u00eam a garantia de que conseguir\u00e3o ter ao menos uma refei\u00e7\u00e3o a cada 24h em 2021, crit\u00e9rio para definir a &#8220;inseguran\u00e7a alimentar grave&#8221;, ou seja, a fome.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 116,8 milh\u00f5es de brasileiros caracterizados como sob \u201cinseguran\u00e7a alimentar\u201d, um est\u00e1gio n\u00e3o t\u00e3o agudo quanto \u00e0 fome, mas no qual n\u00e3o h\u00e1 garantia de condi\u00e7\u00f5es plenas de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com desemprego recorde, altos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o e custo de vida crescendo, a dificuldade de se alimentar cria novos obst\u00e1culos para que muitos estudantes consigam permanecer em suas escolas e universidades.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Metade dos estudantes de universidades federais \u00e9 de baixa renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Alguns estudos iniciais sobre o tema indicam que a piora nos \u00edndices econ\u00f4micos e sociais, os cortes or\u00e7ament\u00e1rios nas universidades e a pandemia agravaram as condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia dos estudantes universit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as dificuldades recentes enfrentadas est\u00e3o o fechamento ou o encarecimento de restaurantes universit\u00e1rios e os cortes de verbas em pol\u00edticas de assist\u00eancia e perman\u00eancia voltadas para estudantes de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o governo de Jair Bolsonaro reduziu 18,16% do or\u00e7amento discricion\u00e1rio das 69 universidades federais do pa\u00eds, o que representou um corte de cerca de R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas em pol\u00edticas de assist\u00eancia estudantil, que garantem a perman\u00eancia de alunos de baixa renda nas universidades, foram cortados R$ 177 milh\u00f5es &#8211; o que atingiu cerca de 50% dos matriculados nas universidades federais que pertencem a esse estrato social.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cortes atingiram tamb\u00e9m o Plano Nacional de Assist\u00eancia Estudantil (PNAES), criado em 2010 e respons\u00e1vel por repassar verbas a institui\u00e7\u00f5es federais de ensino superior para garantir assist\u00eancia aos universit\u00e1rios na moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e inclus\u00e3o digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo c\u00e1lculo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes), o PNAES requer ao menos R$ 1,5 bilh\u00e3o para atender sua demanda com qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em 2021 o programa teve o seu menor or\u00e7amento nos \u00faltimos cinco anos, com seu valor executado diminuindo 15,78% e caindo de R$ 1 bilh\u00e3o, em 2020, para R$ 874 milh\u00f5es em 2021. Isso sem levar em conta a infla\u00e7\u00e3o, que foi a mais alta dos \u00faltimos anos (acima de 10% na virada de 2021 para 2022).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fome entre universit\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em um peri\u00f3dico da Unicamp, o artigo &#8220;(In)seguran\u00e7a alimentar e nutricional de residentes em moradia estudantil durante a pandemia do covid-19&#8221; mostrou que 84,5% dos estudantes moradores do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) entrevistados viviam em algum n\u00edvel de inseguran\u00e7a alimentar<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a inseguran\u00e7a alimentar foi definida por ao menos uma resposta afirmativa a perguntas como:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &#8220;nos \u00faltimos 3 meses, a comida acabou antes que voc\u00ea tivesse dinheiro para comprar mais?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &#8220;ficou sem dinheiro para ter uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e variada?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &#8220;sentiu fome, mas n\u00e3o comeu porque n\u00e3o podia comprar comida suficiente?&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A nutricionista Nat\u00e1lia Caldas Martins tamb\u00e9m constatou, em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado realizada na Universidade de Fortaleza (Unifor), que 84,3% de 428 universit\u00e1rios da rede p\u00fablica da Bahia e do Cear\u00e1 entrevistados apresentaram algum grau de inseguran\u00e7a alimentar na pandemia, com 35,7% apresentando grau leve, 23,6% moderado e 25% grave.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dados da fome no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil havia deixado o Mapa da Fome, elaborado pela ONU, em 2014. A condi\u00e7\u00e3o para um pa\u00eds constar desse levantamento \u00e9 o \u00edndice de subalimenta\u00e7\u00e3o igualar ou superar 5% de sua popula\u00e7\u00e3o. Venezuela, M\u00e9xico, \u00cdndia, Afeganist\u00e3o e praticamente todas as na\u00e7\u00f5es africanas apareceram no mapa de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), entre 2001 e 2017 o programa Bolsa Fam\u00edlia reduziu a pobreza em 15% e a extrema pobreza em 25%, e ajudou a contribuir com o cen\u00e1rio de conquista at\u00e9 aquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano antes, em 2013, o Brasil havia atingido o maior \u00edndice de seguran\u00e7a alimentar em sua hist\u00f3ria, com 77,1% da popula\u00e7\u00e3o classificada neste \u00edndice.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mudou, sobretudo ap\u00f3s o golpe parlamentar de 2016, que derrubou o governo da presidente Dilma Rousseff. Foi ano em que o \u00edndice de seguran\u00e7a alimentar caiu para 63,3%, e contribuiu para que o Brasil retornasse ao Mapa em sua pr\u00f3xima publica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 sob o governo Bolsonaro, a crise permanente tem levado cada vez mais brasileiros \u00e0 mis\u00e9ria. Isso precisa parar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: APUB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por causa da criminosa gest\u00e3o da pandemia por parte do governo de Jair Bolsonaro, que n\u00e3o cuidou da vida das pessoas nem preservou a economia, e tamb\u00e9m por conta das escolhas econ\u00f4micas fracassadas de sua gest\u00e3o, o Brasil voltou a conviver com a fome em larga escala. 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