{"id":36900,"date":"2022-03-08T12:32:30","date_gmt":"2022-03-08T12:32:30","guid":{"rendered":"http:\/\/apub.org.br\/?p=36900"},"modified":"2022-03-08T12:32:32","modified_gmt":"2022-03-08T12:32:32","slug":"8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento\/","title":{"rendered":"8M: mais do que homenagens, as mulheres exigem reconhecimento"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/apub.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento-1024x538.jpg\" alt=\"8M: mais do que homenagens, as mulheres exigem reconhecimento\" class=\"wp-image-36901\" width=\"1011\" height=\"531\" srcset=\"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento-300x158.jpg 300w, https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento-768x403.jpg 768w, https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/8m-mais-do-que-homenagens-as-mulheres-exigem-reconhecimento.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1011px) 100vw, 1011px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das justas homenagens, o 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, \u00e9 uma data que deve ficar marcada tamb\u00e9m (ou principalmente) pelas reflex\u00f5es sobre as lutas femininas ao longo da hist\u00f3ria, em todas as \u00e1reas da sociedade, inclusive no campo da educa\u00e7\u00e3o e da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 in\u00fameros casos de descobertas e inova\u00e7\u00f5es de fundamental import\u00e2ncia que tiveram a marca indel\u00e9vel das mulheres. Recentemente, um feito not\u00e1vel chamou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico brasileiro sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina na Ci\u00eancia: o sequenciamento do novo Coronav\u00edrus, realizado em tempo recorde pelas pesquisadoras Jaqueline de Jesus e Ester Sabino, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que ajudou a destacar a qualidade da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que as mulheres v\u00eam desenvolvendo, apesar dos desafios inerentes a um pa\u00eds que n\u00e3o investe consistentemente no trin\u00f4mio inova\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia, e das barreiras que se erguem \u00e0 frente das pesquisadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, testemunhamos a desigualdade de oportunidades entre os g\u00eaneros. No ensino superior, elas ainda s\u00e3o minoria entre os docentes: cerca de 46% (embora sejam maioria entre estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e tenham a maior quantidade de t\u00edtulos de mestrado e de doutorado).<\/p>\n\n\n\n<p>As barreiras impostas \u00e0s mulheres na sociedade tamb\u00e9m se refletem dentro do comando das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. Para elas h\u00e1 menos oportunidades para assumir cargos de chefia e gest\u00e3o. Apenas 30% das universidades federais t\u00eam uma mulher \u00e0 frente, como reitora.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas entidades cient\u00edficas, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais complicada: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), principal ag\u00eancia de fomento \u00e0 pesquisa no Brasil, nunca teve uma mulher como presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 na distribui\u00e7\u00e3o de recursos h\u00e1 um abismo a ser superado: apesar de conseguirem a maioria das bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (59%), recebem apenas 35,5% das bolsas de produtividade, as mais prestigiadas, com financiamento maior. Dentro desse grupo, existem as bolsas 1A, as mais altas, que s\u00f3 contemplam 24,6% de mulheres. O \u2018efeito tesoura\u2019 \u00e9 um mecanismo que expulsa as mulheres da pesquisa cient\u00edfica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desafios<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, as mulheres foram secundarizadas e sistematicamente exclu\u00eddas dos ambientes de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Apesar de sua inser\u00e7\u00e3o no mundo da Ci\u00eancia, tarefas de cuidado, trabalhos dom\u00e9sticos e jornada tripla ainda sobrecarregam e prejudicam as suas carreiras. Um&nbsp;<a href=\"https:\/\/327b604e-5cf4-492b-910b-e35e2bc67511.filesusr.com\/ugd\/0b341b_81cd8390d0f94bfd8fcd17ee6f29bc0e.pdf?index=true\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">levantamento do Parent In Science<\/a>&nbsp;mostrou que a pandemia de Covid-19&nbsp;afetou mais a produtividade acad\u00eamica de mulheres negras (com ou sem filhos) e das mulheres brancas com filhos (principalmente com idade at\u00e9 12 anos) do que a de homens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar tamb\u00e9m que muitas vezes as mulheres s\u00e3o invisibilizadas pelos seus pr\u00f3prios pares na academia e, por isso, n\u00e3o conseguem se destacar ou avan\u00e7ar com suas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses s\u00e3o alguns dos desafios que devem ser enfrentados coletivamente. Por isso, vale ressaltar a import\u00e2ncia de iniciativas como a da deputada federal Alice Portugal (PCdoB\/BA), respons\u00e1vel pela Lei 13.536\/2017, que prev\u00ea a prorroga\u00e7\u00e3o da bolsa para p\u00f3s-graduandas que derem \u00e0 luz, adotarem crian\u00e7as ou obtiverem a guarda judicial de crian\u00e7as para fins de ado\u00e7\u00e3o. A parlamentar tamb\u00e9m \u00e9 autora de um projeto que criou o Pr\u00eamio Mulheres na Ci\u00eancia Am\u00e9lia Imp\u00e9rio Hamburger. Todo ano, tr\u00eas cientistas ser\u00e3o premiadas por suas contribui\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de ci\u00eancias exatas, ci\u00eancias naturais e ci\u00eancias humanas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por mais mulheres na Ci\u00eancia<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foram v\u00e1rias mulheres que l\u00e1 atr\u00e1s se dedicaram \u00e0s ci\u00eancias em uma \u00e9poca em que a forma\u00e7\u00e3o feminina era direcionada para os cuidados do lar e os estudos eram privil\u00e9gios dos homens. Elas romperam barreiras e abriram caminho para outras gera\u00e7\u00f5es terem seu direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o assegurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, as mulheres que atuam na Ci\u00eancia s\u00e3o exemplo e inspira\u00e7\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es de estudantes que sonham em ser cientistas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: APUB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m das justas homenagens, o 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, \u00e9 uma data que deve ficar marcada tamb\u00e9m (ou principalmente) pelas reflex\u00f5es sobre as lutas femininas ao longo da hist\u00f3ria, em todas as \u00e1reas da sociedade, inclusive no campo da educa\u00e7\u00e3o e da ci\u00eancia. 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