{"id":46906,"date":"2024-01-25T16:48:00","date_gmt":"2024-01-25T19:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/apub.org.br\/?p=46906"},"modified":"2024-01-25T16:48:03","modified_gmt":"2024-01-25T19:48:03","slug":"cresce-numero-de-universidades-publicas-federais-na-bahia-mas-interiorizacao-ainda-e-desafio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/cresce-numero-de-universidades-publicas-federais-na-bahia-mas-interiorizacao-ainda-e-desafio\/","title":{"rendered":"Cresce n\u00famero de universidades p\u00fablicas federais na Bahia, mas interioriza\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 desafio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>De 2005 para c\u00e1, novas universidades foram criadas, mas implementa\u00e7\u00f5es ainda precisam ser conclu\u00eddas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O processo de interioriza\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas federais na Bahia come\u00e7ou h\u00e1 menos de 20 anos. At\u00e9 2005, quando foi criada a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) era a \u00fanica do estado, que tem 417 munic\u00edpios e uma extens\u00e3o territorial maior do que a da Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente da Apub Sindicato (Sindicato dos Professores das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior da Bahia), Marta L\u00edcia Teles ressalta que a implanta\u00e7\u00e3o dessas novas universidades ainda n\u00e3o foi totalmente finalizada e precisa ser conclu\u00edda. \u201cA gente teve um processo que foi iniciado, de uma forma importante, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o foi conclu\u00eddo. As institui\u00e7\u00f5es sofreram muito depois golpe contra a presidenta Dilma. Essas institui\u00e7\u00f5es sobreviveram junto com as suas comunidades numa condi\u00e7\u00e3o de muita precariedade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre essas institui\u00e7\u00f5es, citadas por Marta L\u00edcia, al\u00e9m da UFRB est\u00e3o tamb\u00e9m as Universidades Federais do Oeste da Bahia (UFOB), do Sul da Bahia (UFSB), o campus dos Mal\u00eas da Universidade da Integra\u00e7\u00e3o Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em S\u00e3o Francisco do Conde e a&nbsp; Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf), com tr\u00eas campi no estado. Ou seja, atualmente, existem na Bahia seis universidades federais e pelo menos mais tr\u00eas projetos em tramita\u00e7\u00e3o para cria\u00e7\u00e3o de outras.<\/p>\n\n\n\n<p>A reitora da UFSB, Joana Ang\u00e9lica Guimar\u00e3es, destaca que, mesmo com a instala\u00e7\u00e3o, ainda que inconclusa, das UFRB, UFSB e UFOB, ainda h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o de vagas nos grandes centros urbanos do estado. \u201cMesmo com essa expans\u00e3o, ainda h\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o do n\u00famero de vagas de cursos e de oportunidades. As pesquisas, por exemplo, ainda est\u00e3o muito concentradas nos grandes centros, n\u00e3o apenas na capital, mas principalmente nas cidades maiores, nas cidades polos que est\u00e3o nas regi\u00f5es\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/a17c54d7ba42315b9301c94457e5b82c.webp\"><br><em>Joana Guimar\u00e3es, atual reitora da UFSB, foi tamb\u00e9m diretora do campus da UFBA em Barreiras, que deu in\u00edcio \u00e0 UFOB \/ UFSB<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Import\u00e2ncia da interioriza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que inconclusa, a interioriza\u00e7\u00e3o que j\u00e1 foi realizada tem demonstrado a import\u00e2ncia desse processo. \u201cN\u00e3o tenho nem palavras para expressar o quanto \u00e9 significativa a interioriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior na Bahia\u201d, afirma Marta L\u00edcia. Ela explica que, ao falar desse tema no Brasil, \u00e9 preciso atentar para as desigualdades regionais que podem ser combatidas com acesso mais igualit\u00e1rio ao ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s temos uma d\u00edvida com o pr\u00f3prio estado para pensar os seus territ\u00f3rios, pensar como que as universidades podem contribuir para o desenvolvimento econ\u00f4mico, cultural, art\u00edstico e, especialmente, o desenvolvimento educacional na regi\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, Joana Guimar\u00e3es cita como exemplo as mudan\u00e7as regionais proporcionadas pela cria\u00e7\u00e3o da UFOB, na cidade de Barreiras. Antes de ser reitora na UFSB, Joana foi diretora do campus da UFBA nesse munic\u00edpio, que daria in\u00edcio \u00e0 atual Universidade Federal do Oeste da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPude perceber ali a grande import\u00e2ncia da chegada da universidade na regi\u00e3o, uma regi\u00e3o extensa e muito distante de Salvador, com uma dificuldade muito grande para que os jovens, em especial, jovens das classes mais pobres, pudessem chegar \u00e0 universidade\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/5b928886f25f6641d58455e320282cb6.webp\"><br><em>Marta L\u00edcia, presidente da Apub Sindicato, destaca que implanta\u00e7\u00e3o das novas universidades ainda precisa ser conclu\u00edda \/ Apub Sindicato<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ela conta que os estudantes do ent\u00e3o campus da UFBA em Barreiras eram, em sua maioria, jovens de baixa renda da regi\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o do campus e, posteriormente, da universidade trouxeram uma movimenta\u00e7\u00e3o regional, n\u00e3o apenas do ponto de vista educacional, mas tamb\u00e9m econ\u00f4mico e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo chegar funcion\u00e1rios, servidores t\u00e9cnico-administrativos, docentes e a chegada de estudantes que vinham morar em Barreiras para fazer seus estudos, fazia uma movimenta\u00e7\u00e3o grande da economia da cidade, porque essas pessoas constru\u00edam, alugavam casas, botavam os filhos na escola, compravam no com\u00e9rcio da cidade, enfim, tudo isso movimenta a cidade\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos campi e novas universidades<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente da Apub Sindicato explica que, na Bahia, o modelo adotado para cria\u00e7\u00e3o de novas universidades \u00e9 aproveitar um campus j\u00e1 existente para criar uma nova institui\u00e7\u00e3o, como aconteceu com a UFOB e a UFRB, por exemplo, ambas criadas a partir de campi da UFBA em Barreiras e Cruz das Almas, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o desses campi avan\u00e7ados das universidades federais tamb\u00e9m s\u00e3o uma estrat\u00e9gia no caminho de interioriza\u00e7\u00e3o do ensino superior no pa\u00eds. Joana Guimar\u00e3es explica que este modelo \u00e9 mais simples e barato, porque n\u00e3o depende da replica\u00e7\u00e3o de toda a estrutura administrativa que requer uma universidade p\u00fablica. Marta L\u00edcia concorda que o modelo de universidade multicampi pode ser interessante do ponto de vista or\u00e7ament\u00e1rio, mas pontua que \u00e9 preciso pensar cuidadosamente como a universidade ir\u00e1 lidar com os desafios regionais.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas professoras concordam tamb\u00e9m que a chegada de uma universidade em uma regi\u00e3o de vazio educacional tem um impacto significativo. \u201cUma universidade nova chega pensando no entorno. Ela tem autonomia para pensar de forma mais tranquila e com muito mais liberdade de fazer esse tipo de constru\u00e7\u00e3o\u201d, pontua Joana Guimar\u00e3es.<br><br><em>Fonte: Brasil de Fato<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Alfredo Portugal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>*Esse conte\u00fado foi produzido com apoio da Apub Sindicato.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2005 para c\u00e1, novas universidades foram criadas, mas implementa\u00e7\u00f5es ainda precisam ser conclu\u00eddas O processo de interioriza\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas federais na Bahia come\u00e7ou h\u00e1 menos de 20 anos. 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