{"id":52062,"date":"2025-05-20T18:43:30","date_gmt":"2025-05-20T21:43:30","guid":{"rendered":"https:\/\/apub.org.br\/?p=52062"},"modified":"2025-05-20T18:44:05","modified_gmt":"2025-05-20T21:44:05","slug":"andes-x-apub-16-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/apub.org.br\/siteantigo\/andes-x-apub-16-anos-depois\/","title":{"rendered":"Andes x APUB &#8211; 16 anos depois"},"content":{"rendered":"\n<p>O professor Israel Pinheiro, ex-presidente da APUB durante o processo de desfilia\u00e7\u00e3o da ANDES-SN, escreveu um artigo para explicar sua posi\u00e7\u00e3o de apoio \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da Carta Sindical pela Apub. <\/p>\n\n\n\n<p><em>Confira na \u00edntegra:<\/em><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-golpe-na-apub\"><strong>Golpe na APUB<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Prof. Israel Pinheiro<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de 16 anos, livres do controle da Andes mas n\u00e3o da sua aporrinha\u00e7\u00e3o, eis que de repente, voltamos a 2009 quando tivemos que arrega\u00e7ar as mangas para nos livrarmos&nbsp; da Andes e de seus imensos malef\u00edcios na nossa atividade sindical. Durante todo esse per\u00edodo, eles n\u00e3o conseguiram ganhar uma elei\u00e7\u00e3o na APUB. Os professores n\u00e3o votam neles. Conhecem minimamente a sua trajet\u00f3ria dentro do sindicato. A Andes n\u00e3o&nbsp; assina acordos salariais, dentro ou fora das suas greves intermin\u00e1veis.&nbsp; Defende e imp\u00f5e as assembleias, como o \u00fanico lugar onde os professores podem manifestar suas ideias e dar o seu voto para decidir tudo o que lhes diz respeito.&nbsp; Assembleias que eles sempre controlam, utilizando para isso todos os artif\u00edcios do mal sindicalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi sempre assim. No inicio da Andes, l\u00e1 pelos anos 80, fizemos muitas greves, todas muito mais curtas e sempre com algum resultado, devidamente negociado e assinado pela Andes. E olhem que at\u00e9 1985 est\u00e1vamos no governo Figueiredo, o ultimo general\/presidente da ditadura. Uma greve muito longa&nbsp; foi a de 1984, 84 dias. Creio que havia ai uma vingan\u00e7a da ministra da educa\u00e7\u00e3o, Esther Ferraz contra os&nbsp; \u201ccomunistas\u201d da universidade. Ela vinha da Makenzie, o antro da direita paulista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o neo-liberalismo do governo Fernando Henrique no final dos anos 90, houve um refluxo dos movimentos sociais. Os sindicatos entenderam que era melhor conservar os empregos do que perd\u00ea-los fazendo greves por aumento salariais.&nbsp; A Andes, ao contr\u00e1rio de seus cong\u00eaneres, avan\u00e7ou, radicalizou e se isolou de suas bases. Passou a fazer greves muito longas a partir do controle de assembleias esvaziadas. 108 dias na greve de 2001; 104 dias na greve de 2003 e 112 dias em 2005. Longe de suas bases, voltados para si mesmos, para o seu mundo, pequeno burgu\u00eas, elitista e autorit\u00e1rio, os dirigentes da Andes entraram por um caminho sem volta. Desfiliaram a CUT da Andes no&nbsp; seu 24\u00aa. Congresso em Curitiba em 2005 numa discuss\u00e3o de 50 minutos. N\u00e3o havia, por certo, o que discutir aqui e nem porque. Muito r\u00e1pido, da mesma forma que saiu da CUT, a Andes vai entrar no Conlutas, uma central radical de pequenos partidos \u201crevolucion\u00e1rios\u201d, que na \u00e9poca pululavam por toda parte. Aqui era a fome com a vontade de comer. N\u00e3o sobrava vaga pra mais nada. A Andes agora, sem tirar&nbsp; nem por, era um pequeno partido de extrema esquerda com todos os direitos e cacoetes do g\u00eanero. O principal \u201cdireito\u201d era a intoler\u00e2ncia com tudo que se movia em seu sentido contr\u00e1rio. O que vimos nas assembleias da \u00faltima greve e tamb\u00e9m nas anteriores, foi somente uma pequena mostra da nova ordem andina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de um quadro t\u00e3o avassalador, os professores que n\u00e3o entraram por esse caminho buscaram de muitas formas romper o cerco que se estabeleceu sobre sua entidade. Nada podia ser feito. Surge ent\u00e3o em 2004 o Forum dos Professores das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Proifes), nascido a partir de discuss\u00f5es nas assembleias mais numerosas que eles n\u00e3o controlavam. Com isso o Proifes retoma a din\u00e2mica sindical dos anos 80, onde a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais forte do que naquele per\u00edodo por se tratar agora de um governo com um forte compromisso social, tendo a educa\u00e7\u00e3o como seu ponto principal. A partir da\u00ed, o Proifes passa a assinar acordos nas diversas campanhas salariais que se sucedem e a tratar com o governo das muitas&nbsp; reivindica\u00e7\u00f5es do movimento docente de tempos atr\u00e1s ainda n\u00e3o resolvidas. E muitas delas j\u00e1 foram resolvidas, algumas de suma import\u00e2ncia para a carreira do professor, nessas discuss\u00f5es do Proifes com os governos do PT. Enquanto isso a Andes segue na sua trajet\u00f3ria errante, tendo nos governos do PT somente um inimigo a ser abatido. Em 2012 faz uma greve de 120 dias e em 2015 outra de 150 dias! Os professores n\u00e3o sa\u00edram sem nada porque o Proifes assinou com o governo o acordo que podia ser assinado naquele momento. Agora \u00e9 sair da linha de tiro do nosso antigo sindicato nacional e buscar as formas de sobreviv\u00eancia como fizemos em 2009.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Israel Pinheiro, ex-presidente da APUB durante o processo de desfilia\u00e7\u00e3o da ANDES-SN, escreveu um artigo para explicar sua posi\u00e7\u00e3o de apoio \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da Carta Sindical pela Apub. 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