Foi criada, na Câmara Federal, na última terça-feira (10/12), a Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, presidida pela deputada Margarida Salomão (PT-MG). Entre os objetivos, valorização da força de trabalho docente e lutar para que a expansão e a descentralização da rede federal de ensino ocorram de forma eficaz, com as aspirações da sociedade. Além disso, a Frente defende que os estudantes tenham asseguradas as condições de estudos. Na oportunidade, o Proifes Federação destacou a importância do papel das universidades federais para o desenvolvimento do país e informou que está realizando uma discussão nacional para propor uma minuta de regulamentação da autonomia das universidades, e que, após debate com a Andifes será encaminhada ao Congresso Nacional. A intenção é obter o apoio dos parlamentares para a ampliação dos recursos orçamentários, humanos, materiais e tecnológicos.

Veja abaixo o Manifesto pela Criação da Frente Parlamentar.

1. Lutar para que o importante processo de expansão e descentralização das Universidades Federais tenha, como política de Estado, contrapartida em recursos humanos, de infraestrutura, e de custeio, de modo que o crescimento do sistema federal de ensino superior, já praticado e previsto no próximo Plano Nacional de Educação, possa ocorrer de forma eficaz, com pleno atendimento das aspirações da sociedade brasileira, ainda desatendidas no que diz respeito ao amplo e igualitário acesso à Universidade.

2. Lutar para que o desenvolvimento das Universidades Federais institucionalize dentro delas as relações democráticas de poder e convivência, e, finalmente, obtenha, por via legislativa, a regulamentação do princípio da autonomia universitária, enunciado constitucionalmente, mas, há vinte e cinco anos, carente de expressão legal que o assegure em termos práticos.

3. Lutar para que a força de trabalho docente, técnica e administrativa, seja valorizada profissionalmente, com carreira, remuneração e condições de trabalho, à altura da importância das funções que desempenham.

4. Lutar para que os estudantes, cuja composição social obtém agora maior diversidade e sintonia mais adequada com a estrutura de classes da sociedade brasileira, tenham asseguradas suas condições de estudo e permanência nas Universidades, através de ações de assistência estudantil com características de política de Estado.

5. Lutar para que se perenizem como política de Estado os esforços presentemente envidados de internacionalizar as Universidades Federais e torná-las contemporâneas das mudanças educacionais possibilitadas pelo advento das tecnologias da informação e comunicação.

6. Lutar, finalmente, para que as Universidades Federais possam cumprir o papel crítico que lhes cabe na promoção da Inovação e da Sustentabilidade, pilares do desenvolvimento nacional soberano, socialmente justo e comprometido com os avanços da ciência, com a acesso universalizado dos cidadãos aos direitos e com a distribuição igualitária dos benefícios da civilização.