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“Todo dia é um ataque à educação brasileira. E nesses ataques é evidente que este governo está querendo precarizar as universidades para privatizar”, afirmou o vice-presidente do PROIFES-Federação, Flávio Silva (ADUFG-Sindicato), em reunião da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais, realizada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 10, em Brasília (DF).

“As universidades estão sofrendo bastante, não é de agora. Só que esse ano os cortes foram maiores, em todos os níveis. Além de prejudicar as universidades, esses cortes prejudicaram as agências de pesquisa, são mais de onze bilhões de reais retirados da educação, ciência e tecnologia desde 2015. Isso significa enterrar o futuro da pesquisa e da educação no Brasil”, acrescentou Silva.

A Frente Parlamentar é presidida pela deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), e nesta reunião contou com a presença da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), do deputado federal e professor Raimundo Angelim (PT-AC) e do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) e reitor da Universidade Federal do Pará, Manuel Tourinho, e da presidenta da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), Tamara Naiz na mesa de abertura, além da participação de reitores e dirigentes da ANDIFES, da União Nacional dos Estudantes (UNE), senadores, deputados e pesquisadores.

“As universidades hoje estão pedindo verba de custeio, para pagar a água, a luz. Chegamos no fundo do poço, com instituições paralisando totalmente suas atividades, e isso é mais do que triste e grave, isso é perigoso”, afirmou a senadora Fátima Bezerra.

Para a deputada Margarida Salomão, cortar recursos demonstra o desprezo com que este governo trata da educação no Brasil. “Não estamos tratando de uma instituição qualquer, mas sim de uma instituição da República brasileira que é fundamental do nosso povo, que é o direito à educação, à ciência e tecnologia”, alertou a deputada.

Mais de 90% da pesquisa brasileira é feita na pós-graduação, destacou Tamara Naiz sobre o corte de verbas para bolsas de pesquisa científica. “As bolsas são mais que um direito, são uma necessidade para o país, precisamos de muito mais pessoas fazendo ciência. As condições já não são fáceis, e sem as bolsas fica muito mais difícil. Para nós jovens pesquisadores é triste, é a desconstrução do nosso futuro. Educação e ciência não são gastos, são investimentos em áreas estratégicas”, afirmou a presidente da ANPG.

O desmonte que está acontecendo na educação hoje, para o deputado Angelim, não é um problema conjuntural e sim estrutural: “a medida que vai paralisando as pesquisas, vamos comprometendo o futuro do País. Antes discutíamos a expansão e qualidade do ensino e pesquisa das universidades e institutos federais, hoje, estamos lutando para que elas não parem suas atividades. É uma questão dramática”, ressaltou o deputado.

Fonte: PROIFES-Federação
Fotos: Paulo Geovane