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Na semana da consciência negra, a seção da Apub em Vitória da Conquista – campus Anísio Teixeira da UFBA – promoveu o debate “Nexos entre raça, gênero e classe”, que ocorreu no dia 22 de novembro, no auditório do Pavilhão de Aulas do Instituto Multidisciplinar em Saúde. A mesa foi composta pelo professor Gildásio Santana Jr. (UESB), a estudante de mestrado do IMS, Etna Kaliane Pereira da Silva, a representante da Associação dos Quilombolas Fernanda Chaves e o representante do Coletivo Encrespa Conquista, João Gabriel Santos. A coordenação foi da professora Vivian Carvalho, colaboradora na seção sindical.

O evento iniciou com a exibição da conferência proferida por Angela Davis na Reitoria da UFBA, que aconteceu em julho desse ano, como forma de recepcionar a plateia. Em seguida, houve apresentação do Coletivo Encrespa Conquista que, de acordo com João Gabriel, surgiu com o propósito de valorizar a estética mulheres negras, mas que hoje atua em  variadas frentes de resistência ao racismo.

Na sua exposição, o professor Gildásio Santana Jr., economista e vinculado ao departamento de ciências sociais aplicadas da UESB,  falou sobre a discriminação as/aos negras e negros no mercado de trabalho, mostrando como o racismo se manifesta em menos oportunidades de emprego e como, em geral, negros e negras se encontram em funções menos prestigiadas e com menor remuneração.

Mestranda do programa de Saúde Coletiva, Etna Kaliane da Silva, apresentou resultados de sua pesquisa sobre insegurança alimentar em comunidades quilombolas. Ela destacou a principal conclusão do estudo de que, mesmo considerando comunidades da zona rural do município na mesma faixa de renda e nível socioeconômico, as comunidades quilombolas apresentam situação de insegurança muito mais acentuada que as demais.

Por fim, Fernanda Chaves, falou de sua experiência como integrante da comunidade quilombola do Baixão, sua trajetória como estudante cotista na UFBA e o quê isso significa para toda a comunidade. “Foi um testemunho de resistência e perseverança, mas que demonstra a relevância das ações afirmativas”, afirmou a professora Leila Cruz, coordenadora da seção Apub. E avaliou: “Achei o evento da Apub muito importante, pois foi a única ação que tivemos aqui no Campus com a temática da consciência negra”.