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Ontem (13), aconteceu a audiência pública em defesa do campus Malês da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira, na Câmara de Vereadores de São Francisco do Conde. Com a casa lotada de membros da comunidade acadêmica e moradoras/es do município, a sessão contou com participação da diretora do campus, Mírian Reis, do deputado federal Jorge Solla (PT), do vice-presidente da Apub, Ricardo Carvalho, o pró-reitor de Relações Institucionais da Unilab, Max Araújo, a liderança quilombola, Dona Joca, representante da Assufba no campus, o vice-prefeito, presidente da Câmara e secretário de Educação do município, a Ssecretária de Política para as Mulheres do Estado da Bahia, Julieta Palmeira, representantes da sociedade civil, entre outros.

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Na ocasião, a professora Mírian falou sobre a importante defesa da Unilab e que não por acaso ela está sendo tão ameaçada, no atual cenário de ataques à universidade pública, de fragilização da democracia, mas também de reposicionamento de uma elite racista, historicamente escravocrata. “Nunca vi uma universidade que forma turmas majoritariamente negras, só esta. Sinto muito orgulho disso, aqui praticamos inclusão e cidadania de verdade! E é óbvio que essa universidade incomoda aqueles que querem nos manter nos lugares historicamente marcados pelo racismo, pelo sexismo, pela exclusão”, afirmou.

O vice-presidente da Apub, por sua vez, falou sobre como sente os retrocessos destes três últimos anos dentro da sala de aula, reafirmando a necessidade de lutar pela ampliação das políticas afirmativas, mas também pela assistência estudantil para permanência dessas/es estudantes. Além disso, lembrou que defender a Unilab é a luta pela Democracia.

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