“Falar de Direitos Humanos é falar de direito à vida em uma sociedade plural”, afirma PROIFES no III Encontro Nacional do GT Direitos Humanos

“É possível um sindicato fazer atividade sindical de forma a agregar também a vida das pessoas”, defendeu o presidente da PROIFES, Nilton Brandão, durante a solenidade de abertura do III Encontro Nacional do GT Direitos Humanos: Raça/Etnicidade, Gênero e Sexualidades. O evento acontece nesta quinta-feira, 7, e sexta-feira, 8, na cidade de Goiânia (GO), na sede do ADUFG-Sindicato, que realiza o evento em parceria com o PROIFES-Federação.

Para Brandão, a realização da terceira edição do Encontro Nacional do Grupo de Trabalho (GT) mostra que a PROIFES “veio para fazer diferente”, ao conseguir unir o trabalho pelas pautas sindicais e as pautas que as pessoas vivenciam em suas realidades pessoais. “Acredito que os tempos de crises são exatamente aqueles em que construímos as melhores soluções”, destacou o presidente do PROIFES, ressaltando seu orgulho em presidir uma instituição capaz de realizar um evento com essa temática em momento que os Direitos Humanos sofrem tantos ataques.  

“Quando tratamos dessa pauta as pessoas sempre pensam que ela diz respeito só aos grupos que são mais vulneráveis, mas quando falamos de Direitos Humanos estamos falando de direito à vida, de todas e todos, de uma sociedade plural e baseada no respeito”, ressaltou o Diretor de Direitos Humanos da PROIFES-Federação e Coordenador do GT, Nildo Ribeiro (APUB-Sindicato). 

Ribeiro ainda relatou sua experiência com a luta sindical e a sua surpresa ao ver pautas de Direitos Humanos como racismo, LGBTfobia e machismo sendo incluídas nas discussões dentro dos sindicatos. Segundo o coordenador do GT, essa inclusão foi um passo importante, mas agora é preciso avançar, “Nós queremos ecoar, fortalecer, trazer resultados para uma vivência digna e forte em todos os espaços”, acrescentou o docente.

A defesa de uma vivência digna fomentada e incentivada por políticas públicas foi pauta abordada pela delegada da Delegacia de Mulher de Goiânia, Paula Meotti.  “Se não debatermos, não enxergamos, não conseguiremos mensurar os problemas, os avanços, e trabalhar políticas públicas que sejam efetivas”, evidenciou Meotti, ao falar sobre a importância de uma discussão fundamentada sobre os Direitos Humanos.  

O coordenador da Secretaria de Promoção da Segurança e Direitos Humanos (SDH) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ricardo Barbosa, compôs a mesa como representante da reitoria da UFG. Durante a sua fala, Barbosa pontuou a necessidade de união entre entidades, como os sindicatos e as instituições federais, a fim de debater ações para conectar essas instituições junto à população. Segundo Ricardo, essa é uma demanda de técnicos, alunos e professores. “As instituições se abriram para a sociedade, mas nem sempre as pessoas se sentem bem vindas nestas instituições, e precisamos mudar isso”, pontou Barbosa.

A Diretora de Assuntos Educacionais, de Carreira e do Magistério Superior do ADUFG-Sindicato e membro do GT de Direitos Humanos PROIFES, Geovana Reis, ressaltou que o evento tem o objetivo de fomentar um debate qualificado ao reunir professores, pesquisadores, estudiosos, técnicos-administrativos e alunos. “Realizar esse evento em Goiás, neste momento que estamos vivendo no Brasil com o desmonte acelerado de várias instituições no campo democrático e de vários ataques às conquistas no campo dos Direitos Humanos, é de extrema importância”, argumentou Geovana.  

O governo atual também foi mencionado pelo presidente do ADUFG-Sindicato, Flávio Alves da Silva e tesoureiro da PROIFES-Federação, ao frisar a honra que o ADUFG sente em sediar o GT de Direitos Humanos, pela primeira vez realizado na cidade de Goiânia, “ainda mais durante um governo que constantemente profere ameaças contra essa temática, atacando diversos grupos em seus discursos.” 

Flávio finalizou o seu discurso relembrando frase do importante ativista dos Direitos Humanos, Martin Luther King, e fez alusão à importância de ações em defesa de populações vulneráveis. “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, finalizou o docente. 

Fonte: PROIFES-Federação

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