Cortes do Governo Bolsonaro dificultam permanência dos jovens de baixa renda nas universidades

Os progressivos cortes no orçamento das universidades públicas colocam em risco o sonho de milhares de jovens brasileiros. O acesso ao ensino superior pode voltar a ser restrito às camadas mais ricas da sociedade, caso o governo de Jair Bolsonaro continue reduzindo os recursos voltados às políticas de permanência da população mais pobre no ensino superior.

Como comprovam os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), houve avanços na democratização do ingresso em universidades públicas nos últimos anos. Em duas décadas, como mostra um levantamento da entidade, a presença das pessoas provenientes das camadas de menor renda aumentaram seis vezes nesses espaços.

No ano em que se comemora o 10º aniversário da Lei das Cotas, uma conquista que precisa ser  ampliada por meio do fortalecimento de outras políticas públicas, acende-se também o sinal de alerta sobre a incapacidade de se manter os estudantes mais carentes nas instituições federais de ensino superior.

Os seguidos cortes orçamentários aplicados pelo governo Bolsonaro reduzem os recursos que seriam necessários para garantir a permanência desses estudantes nas universidades públicas.

A realidade do jovem de baixa renda

Não basta ampliar o ingresso das pessoas em uma universidade pública. É preciso garantir meios para que elas consigam superar limitações de suas próprias condições objetivas. Estudantes com rendas muito baixas sofrem proporcionalmente muito mais com gastos com transporte, alimentação, moradia (quando estudam em outras cidades) e até materiais acadêmicos (livros, insumos etc).

Para que esses jovens continuem estudando, é preciso apoio. Pagamento de bolsas, garantia de moradia (para quem morava em outras cidades), subsídio à alimentação e transporte gratuito são condições necessárias para a permanência de muitos estudantes no ensino superior.

Com Bolsonaro, no entanto, os cortes orçamentários na educação também atingiram em cheio esses benefícios. Muitas universidades estão se esforçando para não reduzir os recursos de programas de permanência.

Sem o acolhimento correto a esses jovens, o abismo da desigualdade pode voltar a ser novamente realidade nas universidades públicas brasileiras.

Se esse projeto de destruição das universidades não for interrompido, todos os avanços conquistados nas duas últimas décadas serão enterrados, junto com as perspectivas de desenvolvimento econômico e social do nosso país.

Fonte: APUB

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