Manifestações tomam as ruas do país por mais direitos, reformas populares e contra o golpismo

Ontem (20) foi dia de mobilização nacional por mais conquistas sociais, por reformas populares e contra o avanço do conservadorismo no Brasil. As manifestações foram convocadas por movimentos sociais e centrais sindicais, que demarcaram oposição à tentativa de impeachment e golpe, articulada pelos partidos da direita, mas também à política econômica de ajuste fiscal e à Agenda Brasil. Os protestos visaram pressionar o governo em direção às pautas da classe trabalhadora.

As organizações defenderam a taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública como alternativas ao ajuste fiscal de Joaquim Levy, que ataca os direitos trabalhistas, corta investimentos sociais e aumenta os juros. Essa proposta impediria o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. A defesa do Sistema Único de Saúde e da educação pública também apareceram como pautas prioritárias para a classe trabalhadora.

Os manifestantes também entoaram, em todo o país, palavras de ordem contra Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, que vem encabeçando no Congresso a aprovação de medidas que atacam os direitos e a vida do povo brasileiro, como a redução da maioridade penal, criminalização das mulheres relacionadas à prática do aborto e a chamada “contra reforma política”, que mantém, por exemplo, o financiamento privado de campanhas, entre outros projetos.

Na capital baiana, o principal ato teve início com concentração na Praça da Piedade, às 14h, de onde os manifestantes seguiram até a Praça Castro Alves, com batucadas, faixas, trios de som e panfletagens. Estima-se mais de 10 mil presentes, com diversas reivindicações. A diretoria da Apub Sindicato e outros docentes acompanharam o ato. O apoio e participação nas mobilizações nacionalmente foi discutido e aprovado em reunião do Proifes-Federação, para sair em defesa da reversão dos cortes para a Educação pública.

Movimentos sociais, como Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres e Movimento Sem Teto da Bahia também trouxeram suas pautas, como o fim do genocídio da população negra, contra a mercantilização do corpo e vida das mulheres, e o direito à cidade, moradia e transporte público de qualidade. Pela manhã houve protestos em frente ao Shopping da Bahia, com caminhada até a Fieb. Em outras cidades do estado, como Itabuna, também aconteceram as mobilizações.

Confira a galeria de fotos.

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