Nota da Apub l Estão vendendo a mãe

Você venderia sua mãe? É o que a Petrobras está fazendo ao vender a Refinaria Landulpho Alves-Mataripe, criada em 1950. A Bahia é a terra onde o petróleo foi descoberto no Brasil. A RLAM é a prova de que o país não só tinha petróleo, quanto podia extrai-lo e refiná-lo. Foi o resultado da campanha “O Petróleo é Nosso” e a prova do erro dos que negavam a existência do minério no país, e depois de descoberto, insistiam que não tínhamos competência para explorá-lo. Assim, pode-se considerar a RLAM como símbolo e mãe da Petrobras.

Refinaria mãe, antiga, mas modernizada, qualificada e produtiva – é a segunda refinaria em capacidade e a única que elabora 31 tipos de produtos. Por isso, querem vender e por isso os árabes querem comprar. E por que vender a mãe para os árabes?

Ao começar vendendo a mais simbólica das refinarias, os governantes querem mostrar que, para eles, não é importante um projeto nacional, mas veem o Brasil como campo para oferecer negócios que garantam bons lucros a quem tiver dinheiro para comprar e garanta dividendos no fim do ano para acionistas privados, a maioria estrangeiros que têm ações preferenciais da Petrobras.

Ao vender a Petrobras, os vendilhões violentam princípios e objetivos fundamentais do Brasil – soberania, garantia do desenvolvimento e independência nacional (Constituição Federal, Art.1,I; Art.3, II; e Art. 4, I). Defender esses princípios exige manter sob controle e à serviço do povo brasileiro setores econômicos estratégicos como petróleo e energia. Patriotismo não é apenas empunhar a bandeira do Brasil, é honrá-la defendendo o país, cujo destino seja decidido pelos brasileiros e todos se beneficiem dos recursos nacionais.

As forças comprometidas com o povo brasileiro devem dar o recado aos gananciosos de dentro e fora do país: serão responsabilizados pelo assalto e os bens estratégicos serão renacionalizados. Diante dos entreguistas, repetimos: o Petróleo é nosso, a RLAM é nossa!

Por: Emanuel Lins, presidente da Apub Sindicato e Joviniano Carvalho Neto, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais

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