A APUB vem a público expressar seu repúdio à violenta e desproporcional ação da polícia militar contra manifestantes nas atividades da greve geral de 28 de abril, destacando a brutal agressão sofrida pelo estudante Mateus Ferreira da Silva, 33 anos, internado em estado grave em razão de traumatismo craniano e múltiplas fraturas na face, resultantes da ação policial; e da arbitrária e inaceitável ação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que alvejou manifestantes agrupados em torno de carro de som no qual discursavam parlamentares da oposição aos governos carioca e federal.

Vem também denunciar o caráter político de algumas prisões, também ocorridas durante a greve geral, mais especificamente o prolongamento da detenção, com frágil amparo legal e sem provas, de ativistas políticos ligados ao MTST.

Essas ações, violentas, arbitrárias e incompatíveis com a democracia, violam o direito constitucional à livre manifestação e nada mais são que sintomas de um governo autoritário, porque frágil, ilegítimo e que tenta a qualquer custo instituir mudanças nas estruturas da seguridade social e das relações trabalhistas, usurpando direitos dos trabalhadores em nome de reformas que não podem ocorrer sem a participação da população através do voto e do amplo debate público.

Por fim, denunciamos que esse cenário de violência e arbítrio indicam a grave tendência em nossa sociedade à criminalização dos movimentos sociais, que são expressões legítimas de qualquer democracia.