“Garantir direito dos professores é condição para sociedade justa e democrática”, diz PROIFES na Colômbia

“Com o avanço de governos autoritários na América Latina e em outros países, tem aumentado os casos de perseguição de líderes sindicais. Garantir a liberdade de organização e a luta pelos direitos das e dos trabalhadores é a condição para uma sociedade mais justa e democrática”, afirmou a vice-presidenta do PROIFES-Federação, Luciene Fernandes (APUB-Sindicato), no primeiro dia do Seminário de criação da Rede de Monitoramento e Denúncia de Violações de Direitos no Setor da Educação na América Latina, realizado em Bogotá, capital da Colômbia, pela Internacional da Educação – América Latina (IEAL), entre os dias 5 e 6 de setembro.

Para Túlio Tayano, advogado do PROIFES-Federação, “considerando a internacionalização da economia e a onda nacional e internacional de retrocessos de Direitos Sociais, a criação da Rede de entidades e advogados se mostrou uma excelente iniciativa da IEAL. O ambiente internacional é o primeiro ambiente de criação e de consagração dos Direitos Humanos, que é inerente a todas as pessoas, e, no nosso caso, a todas as trabalhadoras e trabalhadores da educação”, afirmou Tayano, também presente ao evento.

Na abertura do evento na Colômbia, Gloria Arboleda, membro do Comitê Regional IEAL, reforçou a importância da formação da rede. “As transformações encontram obstáculos no interior de cada país, por conta do sistema judicial local. Não está havendo garantia dos Direitos Humanos. E isso deve ser ressaltado, para que os advogados possam se precaver e tomar as providências necessárias”, afirmou.

Já o presidente do Comitê Regional da IEAL, Hugo Yaski, ressaltou que a formação da rede de advogados e entidades vai permitir a defesa dos Direitos Humanos em todos os continentes. “Há governos que não cumprem acordos e a lei, e isso deve ser denunciado. Há professores sequestrados, assassinados por forças ‘militares’ e isso não pode ser tolerado. Essa nossa iniciativa é um ponto de partida. A ideia é avançar e estabelecer que os sindicatos tenham uma rede protetora de luta, para o fortalecimento de todos”, explicou Yaski.

A Rede congrega advogados e entidades ligadas à educação de diferentes países da América Latina, com o objetivo de discutir e desenvolver a criação de uma rede jurídica entre as entidades para denunciar violações aos direitos dos professores e professoras, e elaborar estratégias de ação comum. A Internacional da Educação é uma federação mundial de sindicatos da Educação, que representa mais de 30 milhões de trabalhadores e trabalhadoras da Educação, com 400 sindicatos e associações filiadas em 177 países do globo. A IEAL, por sua vez, possui 39 organizações afiliadas em 19 países.

O evento continua até amanhã, sexta-feira, 6. Acompanhe esta e outras notícias nos sites e redes do PROIFES-Federação.

Fonte: PROIFES-Federação

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