Marcha do Silêncio homenageia mortos e desaparecidos baianos durante a Ditadura Militar

No dia 01 de abril (segunda-feira) acontece a Marcha do Silêncio em Salvador. Com concentração na Praça da Piedade, a partir das 14h, e caminhada até o Campo da Pólvora, a Marcha é um movimento de resistência e de homenagem aos mortos e desaparecidos políticos baianos durante a Ditadura Militar. A organização é do Grupo Tortura Nunca Mais – Bahia que, no dia 29 de março, fará uma coletiva na sede da Apub Sindicato, na Federação, para falar mais sobre o evento.

Além de lembrar as vítimas de um dos momentos mais difíceis da História do Brasil, a Marcha torna-se ainda mais importante diante da ordem do presidente da república para que se “comemore” o golpe de 1964, uma ruptura democrática que perseguiu, torturou, exilou e assassinou milhares de brasileiros e brasileiras. Qualquer sentido de celebração da data é uma afronta às vítimas e suas famílias, muitas das quais até hoje não conseguiram enterrar seus mortos. A ditadura civil-militar brasileira durou 21 anos e foi um regime de exceção que atuou através da violência, da censura e perseguição a opositores. Foi também um período que agravou as desigualdades sociais do país. No relatório da Comissão Nacional da Verdade, existe a recomendação que as Forças Armadas brasileiras devem assumir sua responsabilidade institucional pelas graves violações de Direitos Humanos ocorridas ente 1964 e 1985. A Marcha do Silêncio vem cobrar a necessidade da defesa intransigente desses direitos e do respeito à Democracia.

MARCHA DO SILÊNCIO

QUANDO: 01 de abril de 2019 (segunda-feira)

ONDE: Praça da Piedade (Concentração)

HORÁRIO: 14h

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