Luto é verbo: manifestações exigem vacina, educação, comida e fora Bolsonaro

No 19 de junho, milhares de pessoas transformaram a dor do luto em luta contra o governo genocida e suas políticas em todos os setores, mas principalmente em relação à pandemia, no dia em que o país ultrapassou 500 mil mortes por covid-19 e 17,8 milhões de infectados. Segundo as organizações dos atos, cerca de 400 cidades em todo os estados do país tiveram atividades programadas e estima-se que cerca de 750 mil pessoas foram às ruas – número maior do que as mobilizações de 29 de maio – conscientes da necessidade de manter distanciamento, com todo mundo utilizando e distribuindo máscaras e álcool 70%. Em Salvador, a Apub participou do ato junto a professoras e professores, que marcharam do Campo Grande até o Farol da Barra.

As manifestações, além de exigir mais vacina e o combate à fome que aumentou, denunciaram veemente a responsabilidade do governo federal pelas mortes evitáveis de uma doença que já tem vacina e que mesmo antes, desde o início da crise sanitária, vem adotando uma postura negacionista e de escárnio em relação à doença – incentivando aglomerações, o tratamento precoce sem eficácia comprovada, contrário ao uso de mascaras e aos fechamentos dos serviços não essenciais, entre tantos outros crimes contra a vida.

Entra também na conta do poder Executivo, a negação de direitos, o desmonte dos serviços públicos – inclusive dos setores da linha de frente de enfrentamento ao coronavírus, como o SUS e as Universidades públicas, a destruição ambiental e a incapacidade de gestão da crise econômica em favor da maioria das brasileiras/os, levando inclusive ao aumento da insegurança alimentar e da fome no Brasil. Segundo o estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), 116 milhões de pessoas conviveram com algum grau de insegurança alimentar no ano passado e 19 milhões passaram fome, enquanto o auxílio emergencial era reduzido em valor e em número de atendidos.

Diante desse cenário, manifestar-se é uma necessidade. A população brasileira está se reorganizando nas ruas para enfrentar um governo que é mais perigoso que o vírus, ele é a própria crise.

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