30M: Estudantes e Professores nas ruas pela Educação

Hoje, 30 de maio, foi mais um dia de luta em defesa da educação. O 30M, puxado pelo movimento estudantil e apoiado por diversas entidades e setores, incluindo a Apub, levou cerca de 60 mil pessoas à praça do Campo Grande em Salvador, de onde seguiram em passeata até a praça Castro Alves.

Antes, Apub, Assufba e DCE/UFBA realizaram a concentração para a manifestação no prédio da Reitoria da universidade, onde foi fixada a faixa “Em defesa da Educação”, semelhante a que foi arrancada do prédio da reitoria da Universidade Federal do Paraná no último domingo (26) por um grupo de apoiadores do governo Bolsonaro. As imagens do grupo em Curitiba rasgando a faixa, que sequer continha assinaturas de grupos políticos e conclamava a defesa do que é direito da população e essencial para o desenvolvimento nacional, repercutiram nacionalmente e provocou, além da perplexidade, reações imediatas. E então, a ação na Reitoria da UFBA foi um ato simbólico de resistência e uma resposta ao obscurantismo que tem sido patrocinado pelo presidente, seus ministros e pelo seu “guru” Olavo de Carvalho.

O movimento 30M fechou as ‘Jornadas de Maio’ e preparou terreno para a grande Greve Geral dos Trabalhadores e Trabalhadoras já marcada para o dia 14 de junho. Durante o ato, a presidenta da Apub, Raquel Nery destacou o contexto de ataques que a educação vem sofrendo, não apenas em relação ao financiamento, mas também sendo deslegitimada; e apontou que o povo brasileiro tem sabido reagir em sua defesa. “A resposta tem que ser à altura do desafio”, afirmou. Ela ainda lembrou a construção coletiva do ato.

O governo Bolsonaro entende como a educação é estratégica para formar criticamente e promover a democracia, por isso a ataca. Mas, na proporção de sua importância, esta bandeira tem demonstrado seu poder de mobilizar a sociedade e unificar diferentes categorias e setores.

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