12ª Plenária Estatutária debateu os principais desafios para a classe trabalhadora

Foram em dois dias de reflexões, intensos debates e encaminhamentos que delegados (as), baianos se reuniram para participar da 12ª Plenária Estatuária “Carlos Itaparica e Zenilton Teixeira“ (in memoriam), com o objetivo de analisar o atual cenário político e traçar as principais estratégias de lutas da classe trabalhadora na Bahia.

A Plenária que homenageou dois grandes sindicalistas baianos teve como tema: “Unidos e Organizados Somos mais Fortes! Trabalho – Direitos – Democracia”, e precisou se adaptar ao contexto imposto pela pandemia do COVID- 19, sendo realizada por meio de videoconferência, transmitida ao vivo através das redes sociais da Central Única dos Trabalhadores da Bahia.

O primeiro dia foi destinado a homenagens, saudações e análise de conjuntura nacional e internacional. A presidenta da CUT BA, Maria Madalena Firmo (Leninha), agradeceu o empenho de todos que ajudaram na construção da atividade, falou sobre a necessidade da organização e unidade da base, pontou os desafios que estão postos frente ao atual governo e os prejuízos para a classe trabalhadora, além de reforçar que a central passa por um processo de reformulação.” Resolvemos interiorizar a nossa central e fazer um trabalho de resgate. Reconstruindo e fortalecendo nossas bases, pois só, a partir da oxigenação das nossas estruturas será possível fazer um trabalho forte e de resistência as ofensivas do capital, contra a classe trabalhadora”, avaliou.

Na mesa de abertura, uma análise aprofundada sobre o cenário político nacional e internacional com contribuições importantes dos convidados da CUT nacional, Ariovaldo de Camargo; Secretário de Finanças e Júlio Turra, assessor. “Eu estou muito otimista com o futuro que nós podemos construir. E eu tenho muita convicção que a classe trabalhadora dará as respostas necessárias para o momento atual e para o futuro. A reconstrução dessa tão sonhada nação é o que nós queremos. E desejamos que seja melhor do que foi os 14 anos dos governos Lula e Dilma . Nós fizemos muitas coisas naquele período e acho que temos muita coisa pra fazer. O nosso papel é eleger alguém comprometido com a classe trabalhadora e com os brasileiros “, declarou Ariovaldo.

Júlio Turra falou sobre a conjuntura político-econômica nacional e internacional e aproveitou para fazer um importante alerta:

“As Plenárias estaduais cumprem o papel de dar uma chacoalhada nos nossos companheiros e companheiras petistas. É necessário ir para base explicar que estamos perdendo direitos com esse governo. Estamos vivendo um momento político muito perigoso. É preciso sair da rotina e mobilizar as nossas bases. Razões para isso não faltam”, pontuou.

Após a finalização das análises, houve a abertura para o debate, seguido da aprovação do regimento e encerramento com apresentação cultural, que contou com a participação dos músicos Juliana Leite e Alexandre Vieira.

– Segundo dia de Plenária

O segundo dia de Plenária foi dedicado à análise da conjuntura estadual.

A supervisora técnica do DIEESE, Ana Georgina, fez uma leitura a partir das análises e dados técnicos do desemprego no estado e o professor e economista Sérgio Gabriele, uma leitura macroeconômica.

O desemprego, as regiões com maior e menor dinâmica econômica e os setores que estão em risco, permearam boa parte da fala de Ana Georgina Dias, que trouxe dados importantes de algumas atividades, entre elas, das trabalhadoras domésticas: “A Bahia tem uma forte posição no ramo de serviços. O trabalho doméstico é um deles. Só no passado, nos últimos 12 meses, houve uma redução de 100 mil postos de trabalho. Tínhamos mais de 420 mil trabalhadores no setor. E, agora, temos pouco mais de 320 mil”, revelou.

Sérgio Gabrielli pontuou que a situação política está diretamente ligada às condições econômicas dos trabalhadores baianos. Ele destacou as principais características do mercado de trabalho da maioria das cidades no estado. Reforçando que nas pequenas cidades já um crescimento com a manutenção da bolsa família e auxílio emergencial, por outro lado, nas grandes cidades, um agravamento significativo das condições de vida dos trabalhadores. “A conjuntura da maioria das cidades baianas não se alteram substancialmente nem com a pandemia nem com a crise nacional, quando estamos falando das pequenas cidades. A agricultura familiar, por exemplo, continua produzindo e entregando conteúdos na região. Um dos segmentos que não temos problemas de grandes conflitos econômicos. Olhando para as grandes cidades temos uma diversificação maior. A exemplo da área de comércio e serviços. Como bares e restaurantes que sofreram fortes impactos nas médias e grandes cidades”, revelou.

Os principais desafios para atualização do projeto organizativo da CUT , as contribuições para os eixos temáticos e votação das emendas e moções, foram as últimos momentos vivenciados pelos participantes da Plencut-Ba. A atividade foi finalizando com a escolha dos delegados que formarão a delegação da CUT/BA, no 16° Congresso Nacional da CUT.

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