20 de novembro – Dia da Consciência Negra

O 20 de novembro como dia da consciência negra surgiu como uma proposta do movimento negro brasileiro na década de 70, em referência ao dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros do Brasil, que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista. A data foi oficializada em âmbito nacional mediante a lei nº 12 519, de 10 de novembro de 2011. Mas o racismo já é considerado crime no país há 33 anos, a partir da Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito racial. No dia da Consciência Negra, temos o dever de reforçar que racismo é crime e a legislação determina pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Além de ser um crime inafiançável e imprescritível.
O 20 de novembro marca não apenas a luta incessante – e infelizmente delegada à população negra em sua busca por sobrevivência e bem viver – contra o racismo no Brasil. Ela diz sobre a valorização e o reconhecimento do povo negro e da África em todos os âmbitos da vida social – nas artes, na ciência, na economia, na educação e na cultura de um modo geral.
Para que possamos falar de liberdade, igualdade e justiça nesse país é preciso que toda a sociedade assuma o debate público sobre o racismo estrutural e o compromisso com as políticas reparatórias para a população negra brasileira.
Por isso, o dia 20 de novembro é tempo de celebrar a memória das lutas e dos resistentes e reforçar toda as formas de combate ao preconceito, discriminação e intolerância. 
Nós, da APUB Sindicato, reforçamos o nosso compromisso com a luta antirracista e lembramos também do poder da denúncia a fim de desnaturalização do racismo.
Se você vivenciou ou testemunhou casos de discriminação racial, disque 100 e denuncie!

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