Comitê do Fórum Alternativo Mundial da Água será lançado na Bahia

Organizar a luta em defesa da água como bem essencial e fundamental à humanidade e negá-la como mercadoria. Essa é a proposta do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA 2018), que reúne entidades e movimentos sociais e populares do campo e da cidade, em Brasília (DF), entre os dias 17 a 19 de março de 2018. Na Bahia, o Comitê que estará à frente da mobilização será lançado nesta sexta (25/08), às 17h, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA, em Salvador. O evento é aberto ao público e irá contar com intervenções culturais e uma mesa de debate sobre a preservação da água.

O FAMA nasce com a proposta de contrapor o Fórum Mundial da Água, que será realizado em Brasília entre 18 e 23 de março de 2018. Organizado pelas corporações lideradas pelo setor privado da água, esse fórum tem o papel de disseminar pelo mundo a financerização do bem comum público, a água, e a privatização dos serviços de água e esgoto. É o que explica Moisés Borges, membro do Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), um dos movimentos que constroem o Comitê na Bahia. “O FAMA traz outra perspectiva para sociedade e para o próprio Estado, onde a água é um direito humano fundamental e precisa se fortalecer como patrimônio do seu país e bem fundamental da sociedade”, afirma. Moisés explica que a constituição de comitês nos estados brasileiros é fundamental para a preparação para o Fórum. “ O comitê desempenha o papel de mobilizar, divulgar, debater e aprofundar o tema. Após o lançamento, mensalmente teremos rodas de conversa sobre a temática água, que envolve temas desde a cidade, como saneamento e rios urbanos, até rurais, como as contradições dos perímetros irrigados e violação de direitos em construções de barragens.

ÁGUA NA BAHIA – Apesar de ter tido grandes avanços na distribuição e saneamento, a Bahia ainda é marcada por comunidades sem acesso a água e saneamento. “ Isso ocorre principalmente no semiárido, com a concentração de água nas mãos dos mais ricos. Isso já tem gerado conflitos e mortes, é uma grande disputa, e não é à toa que os perímetros irrigados têm se colocado nos semiárido baiano e ao mesmo tempo expulsando as comunidades tradicionais”, afirma Moisés, explicando que o processo de expulsão também acontece para dar lugar a grandes obras de barragens. “Um relatório divulgado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos, junto com o MAB aponta que 16 direitos são sistematicamente violados nas construções de barragens, desde o direito à informação, participação, livre reunião, livre negociação, aos laços familiares. Tudo isso é perdido na construção de barragens”, finaliza.

Fonte: Ascom Sindae Bahia

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