Em seminário, Apub discute desafios e organização do movimento docente

A Apub e o PROIFES-Federação participaram ontem (01) do Seminário “Movimento Docente: desafios da organização sindical”, organizado pela Apufsc-Sindical, em Santa Catarina.
Pela manhã, houve a palestra “Movimento sindical: passado, presente e futuro”, ministrada por Antônio Augusto de Queiroz, jornalista, analista político e diretor de documento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Ele trouxe  uma análise das mudanças nos processos produtivos, econômicos e trabalhistas ao redor do mundo e de que forma elas podem repercutir nos sindicatos. A avaliação é que existe um risco de enfraquecimento do papel das entidades nas mesas de negociação.
À tarde, a presidente da Apub, Cláudia Miranda mediou a mesa redonda sobre organização sindical, composta pelo presidente do PROIFES Eduardo Rolim (ADUFRGS-Sindical), presidente da Apufsc-Sindical, Wilson Erbs; do presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Eblin Joseph Farage; e do representante do Movimento Docente Independente e Autônomo das Instituições Federais de Ensino (MDIA), José Lopes de Siqueira Neto.
Os participantes apresentaram um histórico de suas entidades e destacaram os princípios de organização de suas bases e os processos de tomada de decisão. Debateram, do ponto de vista político e jurídico, a questão da pluralidade e da unicidade sindical e a eficácia das estratégias utilizadas pelas entidades. Outro tema abordado foi a partidarização; neste ponto, Cláudia Miranda ressaltou que não se deveria cair na armadilha de criminalizar a atividade político-partidária – os vínculos individuais dos docentes deveriam ser valorizados, entretanto, era imprescindível evitar o aparelhamento. Afirmou também que busca pela independência dos sindicatos não poderia levar ao isolamento político, pois era preciso articular a luta com centrais sindicais, movimentos socais e até mesmo partidos nos momentos de defender pautas gerais da classe trabalhadora.
Houve também considerações sobre o modelo de organização entre sindicato nacional e federação de sindicatos. Foi destacado que a organização do movimento docente se deu num formato que favorecia a ideia de Federação, pois quando o Sindicato Nacional foi criado as Associações Docentes já existiam e tinham sua autonomia jurídica e administrativa. Para Cláudia Miranda, as entidades precisavam refletir sobre a eficiência de suas estratégias e buscar aprimorar suas formas de comunicação e diálogo.
Por fim, foi colocada a necessidade de construir a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras em geral e dos docentes, sendo que uma das estratégias para esta construção seriam os comitês locais e frentes, especialmente o Comitê Nacional de Educação.
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