A edição de junho do Programa do Trabalhador, veiculada no último sábado (27/06), reuniu a presidenta da APUB, Raquel Nery; o diretor de comunicação e cultura da APUB, Marco Cerami; e a representante docente no Consuni, Alessandra Assis em entrevista com o radialista Ranieri.
A pauta foi aberta pela professora Alessandra, que começou pautando os 75 anos da CAPES, que foi celebrado no mês de junho: “Talvez ninguém tenha sintetizado melhor o sentido da missão da CAPES do que um dos seus idealizadores, Anísio Teixeira, ao afirmar que não se pode fazer educação barata: Ou se faz educação de qualidade ou não se faz educação”, sintetizou a professora Alessandra.
Somente a CAPES apoia atualmente mais de cento e sessenta mil bolsistas.”Ao longo deste ano de 2026, a agência vai promover uma programação super especial com seminários, encontros acadêmicos, debates sobre os desafios da pós-graduação, da formação de professores, da produção científica brasileira, pensando aí as próximas décadas”, revelou a professora. A APUB estará presente no Seminário 75 anos da CAPES, que aconteceu entre 30 de junho e 1º de julho.
Pautas prioritárias da categoria
Ao abordar os principais desafios enfrentados pelos docentes das instituições federais de ensino superior, a presidenta da APUB, Raquel Nery, destacou temas que têm mobilizado o sindicato e a categoria, entre eles o combate aos assédios, a garantia dos direitos relacionados à insalubridade e periculosidade, a saúde dos trabalhadores e a simplificação dos processos de progressão e promoção docente.
Raquel ressaltou que a APUB tem acompanhado atentamente a implementação da Política de Prevenção, Acolhimento e Enfrentamento aos Assédios na UFBA e manifestou preocupação com a demora na apuração de casos já denunciados.
“A gente precisa enfrentar essas situações, denunciá-las e exigir que os encaminhamentos sejam realizados. Não se trata de mero punitivismo, mas de uma política de cuidado, porque os casos de assédio frequentemente resultam em adoecimento e outros prejuízos para as vítimas”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o crescente adoecimento da comunidade universitária em decorrência da precarização das condições de trabalho e do financiamento das universidades públicas. Nesse contexto, Raquel defendeu a necessidade de políticas voltadas à saúde física e mental dos docentes e de medidas que reduzam entraves burocráticos nos processos de desenvolvimento na carreira.
Essas e outras pautas foram apresentadas na última edição do Jornal APUB, elaborada a partir de consultas realizadas com docentes da UFBA e entregue aos candidatos durante o processo de escolha da nova Reitoria.
Mobilização no 2 de Julho
O diretor de Comunicação e Cultura da APUB, Marco Cerami, destacou a participação do sindicato nas celebrações do 2 de Julho, data que marca a Independência da Bahia e que historicamente reúne movimentos sociais, entidades sindicais e organizações populares em defesa de direitos.
A APUB participará do cortejo ao lado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), levando pautas ligadas à valorização do trabalho e aos direitos da classe trabalhadora. A concentração será às 6h30, em frente a Igreja da Soledade, no Largo da Soledade.
Entre as pautas destacadas pelo docente, a defesa do fim da escala 6×1 ganhou destaque: “O 2 de Julho é uma data histórica que simboliza a luta dos povos por autodeterminação. Estaremos nas ruas junto com a classe trabalhadora para defender pautas importantes, entre elas o fim da escala 6×1 e o direito de ter vida para além do trabalho”, afirmou.
Confira a íntegra do Programa:

