Na semana que antecede o Dia Internacional das Mulheres, Salvador recebeu, nos dias 3 e 4, o Encontro Regional da Red de Trabajadoras de la Educación da Internacional de la Educación América Latina (IEAL). A mesa de abertura contou com saudação da professora Regina Witt (ADURGS), representando o PROIFES, além de falas de representantes da CONTEE, CNTE e CUT.
Em sua fala, a professora Regina destaca a presença do PROIFES desde 2017 e também reafirma a importância do evento: “Demos as boas vindas às colegas de todos os países da América Latina para discutir a liderança da mulher e a participação dela no poder”. Estavam presentes também as professoras Fernanda Figuerêdo (Creche/UFBA) e a ex-presidenta da APUB, professora Marta Lícia Telles.
A Conferência inaugural, “As políticas públicas como expressão democrática”, contou com a participação da Secretária de Educação e professora Rowena Brito; da Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; e da Ministra das Mulheres do Brasil, Márcia Helena Carvalho Lopes, e das vereadora Marta Rodrigues e Alice Portugal.
“Nesse momento tão sensível, em que decisões importantes precisarão ser tomadas pela população brasileira no nosso contexto político, educacional e da própria defesa da democracia, nós estamos aqui, juntamente com mulheres da Bahia, do Brasil e de vários lugares da América Latina, sustentando essa pauta, dando subsídios para que a gente continue construindo a luta, avaliou a Presidenta da APUB, professora Raquel Nery.
No segundo dia de evento, na última quarta (04), o encontro contou com quatro mesas de debates. Mesa 1: Inteligência Artificial, Mesa 2: Comunicación Estratégica, Mesa 3: C190 y Violencias e a Mesa 4: Identidad Racial y étnica como elemento político. A professora e integrante do conselho de representantes da APUB, Fernanda Almeida (Creche/UFBA) destacou a oportunidade de encontrar outras mulheres trabalhadoras da educação: “ A gente tem a oportunidade de conhecer a realidade de cada uma delas, analisando as condições de trabalho, questões políticas e o enfrentamento de um problema grave que acontece não só no Brasil, que é o problema da violência de gênero na sala de aula, na sociedade e também na política” comentou.
As mesas trouxeram perspectivas de um setor educativo como um espaço livre das violências, o elemento político da identidade racial e étnica como fator de organização e mobilização, as condições dentro da sala de aula para professoras e a utilização da inteligência artificial no setor educacional. Representando o PROIFES, a professora Geovana Reis saudou o público chamando a atenção para os problemas que atravessam a educação nos diversos níveis de ensino: “Tanto na escola de educação básica, como também nos espaços universitários, os docentes e as docentes têm sofrido, de forma muito mais visível nos últimos tempos, uma série de violências, que levantam para a gente dois indicados de muita preocupação do ponto de vista da garantia, do ponto de vista da saúde desses professores que estão atuando na carreira.”
Ao final do segundo dia, o encontro reforçou a importância da articulação regional entre trabalhadoras da educação para o fortalecimento da luta sindical e do enfrentamento às desigualdades e violências que atravessam o setor. As discussões evidenciaram a necessidade de ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão e de construir estratégias coletivas que promovam ambientes educacionais mais justos, seguros e comprometidos com a diversidade na América Latina.













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