Fiel a seu compromisso com a educação pública brasileira, a APUB Sindicato produziu, em 2016, um relatório sobre a morte de Anísio Teixeira, que foi apresentado em um evento realizado no auditório da Escola Politécnica da UFBA, em 11 de março de 2016, tido como a data da morte.
Sabe-se, hoje, que o educador desapareceu no dia 11, mas sua morte, atestada pelo auto de exame cadavérico, do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, ocorreu um dia depois, isto é, a 12 de março de 1971.
Coordenada pela professora Cláudia Miranda, a Mesa da solenidade, naquela ocasião, contou ainda com Haroldo Lima, sobrinho-neto do educador; Emiliano José, representante do Reitor da UFBA; Joviniano Neto, representante do Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia e João Augusto Rocha, pesquisador da vida e obra de Anísio Teixeira. Dentre os presentes na solenidade havia membros da comunidade da UFBA, personalidades do mundo político baiano, parentes e amigos do educador e membros de movimentos em defesa dos Direitos Humanos. Destaca-se a presença do ex-governador Waldir Pires e de Diva Santana, membro da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) da Presidência da República.
Após apresentado o Relatório elaborado pela APUB Sindicato, foi aprovado pelo plenário o seu envio para a CEMDP, solicitando que ela se encarregasse da continuidade da investigação sobre a morte do educador, diante da suspeita de que a morte tivesse conotação política. Diva Santana, concordou em ser a portadora da solicitação da APUB à CEMDP, e o Relatório foi levado formalmente por ela.
No entanto, somente 2019, isto é, três anos depois, a solicitação da Apub foi colocada em discussão pela Comissão. Já era o governo Jair Bolsonaro, e a decisão final foi por não aceitá-la, com a argumentação de que deveria ter sido encaminhada pela família do educador, e não pela Apub.
No ano passado, 2025, a solicitação de investigação foi reencaminhada, agora pela família, e o processo encontra-se prestes a ser examinado pela CEMDP.
Passados dez anos da iniciativa da APUB, volta-se a discutir publicamente o assunto e, para isso, será realizado o evento 55 anos da morte de Anísio Teixeira, no dia 12 de março de 2026, às 16 horas, na sede da entidade. Todos(as) estão convidados.

