Imagine ser gravemente ofendida, no exercício de sua função pública na Faculdade de Direito da UFBA. Pior ainda, ter essa violência veiculada pela internet em tempo real, indexada por mecanismos de busca e ser reiterada a cada vez que se pesquisa pelo seu nome.
Há seis meses isso aconteceu com uma professora. E, mesmo depois de ter tomado todas as providências cabíveis, mesmo estando bem amparada juridicamente, o caso segue sem encaminhamento.
Seis meses, sem justiça.
A APUB levanta a sua voz contra essa grave violência de gênero. Não é admissível ser violentada no exercício de sua função por ser mulher, ser humilhada pelo silêncio das instituições e não ter seu legítimo direito por justiça atendido.
Não vivemos em uma sociedade sem lei. O Brasil aguarda ansioso pela aprovação da lei que criminaliza a misoginia (PL 896/2023) e a UFBA já conta com sua Política de Prevenção aos Assédios. Que possamos provar que esses dispositivos são mais do que formalidades: são degraus reais em busca de equidade e justiça de gênero.

